- Em janeiro, fevereiro e março de este ano, os congestionamentos em São Paulo foram maiores que no mesmo período de 2025, segundo a CET.
- A CET informa que 1.719 agentes de trânsito atuam em quatro turnos para reduzir impactos e manter fluidez e segurança.
- Um trajeto de aproximadamente 6 km entre Pompeia e Saúde pode levar mais de uma hora e meia pela manhã.
- Especialistas apontam fatores como gargalos no transporte público, retomada do presencial e aumento do uso de carros por aplicativos.
- A cidade tem 3,854 milhões de automóveis e 883.888 motocicletas, segundo o Detran-SP, e a CET já modernizou 1.448 de 2.586 semáforos previstos.
O trânsito em São Paulo ficou pior neste ano. Dados da CET mostram que, em todos os dias úteis de janeiro, fevereiro e março, os congestionamentos foram maiores que no mesmo período de 2024. Mesmo com o Carnaval e março ainda em andamento, a lentidão se manteve acima do ano anterior.
A CET informa que 1.719 agentes de trânsito atuam em quatro turnos para reduzir impactos, buscando fluidez e segurança no sistema viário. Com isso, deslocamentos, inclusive em trajetos curtos, passaram a apresentar tempos maiores pela manhã.
Um exemplo citado pela CET aponta que um percurso de cerca de 6 km entre Pompeia, na zona oeste, e Saúde, na zona sul, pode levar mais de 90 minutos no começo do dia. A cidade registra aumento de frota e menos uso do transporte público, segundo especialistas.
Entre os fatores apontados estão gargalos no transporte público, retorno ao trabalho presencial e maior uso de veículos particulares, incluindo serviços de aplicativo. Avelleda, do Insper, destaca redução do uso do transporte público e maior presença do automóvel.
Especialista da Poli-USP ressalta que ampliar vias não resolve a mobilidade urbana. A melhoraria depende de alternativas ao carro, como maior rede de trilhos, faixas exclusivas e corredores de ônibus. A ele, a cidade opera em ritmo crônico de engarrafamentos.
Outro ponto discutido é a necessidade de ações que estimulariam mobilidade ativa, melhoria das ciclovias e calçadas, além de parcerias com o setor privado para incentivar deslocamentos de bicicleta. Essas medidas seriam complementares a um sistema de transportes mais eficiente.
A CET cita como fatores adicionais a ampliação da frota, obras viárias, condições climáticas adversas, eventos de grande porte e menor adesão ao home office. A empresa afirma que mudanças no padrão de mobilidade exigem monitoramento e ajustes operacionais constantes.
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