- Albariño chegou ao Uruguai em 2001, quando Eduardo Boido plantou o primeiro hectare; entre 2019 e 2024 a área plantada quase dobrou, chegando a cerca de 100 hectares.
- A produção ganhou impulso a partir de 2007-2008 com as vinícolas Alto de La Ballena e Bodega Garzón, ampliando o interesse pela variedade.
- Regiões distintas moldam estilos: solos franco-argilosos do sul geram vinhos de maior volume de boca, enquanto Maldonado confere maior acidez e notas salinas.
- Locais para provar albariño no Uruguai incluem Cerro del Toro (Piriápolis), Bouza (Montevidéu), Viti Bar de Vinos (Montevidéu) e Balbuena Wines (Montevidéu).
- No Viti Bar são oferecidas sete opções de albariño; a Cerro del Toro apresenta estilos Atlántico, Sobre Lías e Singular Albariño Sudestada.
O Uruguai mudou o cenário do vinho branco ao abraçar a albariño, uva tradicional da Galícia. A variedade chegou ao país em 2001 e ganhou fôlego entre 2019 e 2024, ampliando plantio para cerca de 100 hectares. A adoção ocorreu com o impulso de produtores locais que viram similaridades climáticas e de solo com regiões espanholas.
O marco inicial ocorreu quando o enólogo Eduardo Boido, da Bouza, plantou o primeiro hectare da albariño. Em 2004 saiu o primeiro rótulo da Bouza, mas foi apenas entre 2007 e 2008, com Alto de La Ballena e Bodega Garzón, que a uva ganhou visibilidade significativa. Artesana e Familia Deicas intensificaram o interesse entre 2011 e 2015.
Entre 2019 e 2024, a produção praticamente dobrou, consolidando a albariño uruguaia como expressão com várias tonalidades de terroir. O sul, com solos franco-argilosos, entrega vinhos de boca encorpada; a região costeira de Maldonado privilegia acidez e notas salinas, segundo especialistas.
A seguir, quatro locais em Montevidéu e Piriápolis que ajudam o visitante a conhecer diferentes interpretações da albariño:
1. Bodega Cerro del Toro (Piriápolis)
Vinhedos a cerca de dois quilômetros do mar, sob a gestão de Martín Viggiano. Além de produzir para a bodega, ele vinificou albariños da zona de Canelones. Degustação oferece três estilos: Atlántico, Sobre Lías e Singular Albariño Sudestada, com 18 meses em carvalho.
Contato e serviços: endereço em Piriápolis, telefone +598 9270 3014, experiências@cerrodeltoro.uy. Funcionamento: 11h-18h, 7 dias. Visitas com vinhos e opções de menu.
2. Bodega Bouza (Montevidéu)
Localizada a 30 minutos do centro, Bouza é referência no turismo enológico. Degustações vão desde quatro taças com aperitivos até menus de sete passos. A carta de albariños reúne safras recentes e a mais antiga de 2016, ideal para harmonizações como polvo à la gallega e queijo Telilla.
Contato: Cno. de la Redención 7658, telefone +598 95 400 030. Horário: 11h-18h, todos os dias. Perfil da vinícola aparece com frequência nas visitas guiadas.
3. Viti Bar de Vinos (Montevidéu)
Bar de vinhos na Ciudad Vieja, com carta ampla de albariños. Opções vão de produtores locais a rótulos de referência, permitindo provar por taça. Destaques incluem Albariño da Bodega Oceánica José Ignacio, Cantera Montes de Oca – Albariño Single Vineyard Peñarol Viejo e Zubizarreta (primeiro da região de Carmelo).
Contato: Colón 1543, telefone +598 97 660 878. Horário: seg. 17h-23h; qui-sáb. 12h-0h; dom. 12h-22h.
4. Balbuena Wines (Montevidéu)
Loja com curadoria que vai de clássicos a produtores emergentes, incluindo Antigua Bodega e vinhos de Martín Viggiano. Oferta de pét-nat de albariño da Viña Progreso, entre outras opções. Degustações para grupos e eventos sob consulta.
Contato: Juan D. Jackson 1253, telefone +598 98 721 420. Horário: ter-sáb. 15h-21h. Informações pelo Instagram.
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