- O enólogo Michel Rolland, de Bordeaux, morreu de ataque cardíaco na sexta-feira, aos 78 anos, gerando homenagens na comunidade vinícola.
- Conhecido como o “flying winemaker”, atuou como consultor em mais de 14 países ao longo de cerca de cinquenta anos.
- Em 1973, fundou o Laboratoire Rolland, laboratório de análises e consultoria que atendeu mais de quatrocentas propriedades.
- Ao longo da carreira, atendeu mais de oitenta vinhedos, incluindo Châteaux Troplong Mondot, Angélus e Beau-Séjour Bécot, expandindo para mercados na Europa, Américas, África do Sul, Índia e Israel.
- Embora tenha gerado controvérsias sobre padrões de estilo, colegas o lembram como profissional talentoso e dedicado, contribuindo para a recuperação de Bordeaux após vintages difíceis nos anos setenta.
Michel Rolland, renomado enólogo e “flying winemaker” de Bordeaux, faleceu de ataque cardíaco na sexta-feira, aos 78 anos. O velório e a despedida ainda não haviam sido divulgados. Ele deixa legado no cenário vitivinícola mundial.
A carreira do enólogo começou em Libourne, na região de Pomerol, em uma família de produtores. Formou-se em Bordeaux e estudou com referências da enologia, consolidando uma visão que influenciou gerações de produtores.
Junto da esposa Dany, criou Laboratoire Rolland em 1973, em Pomerol, oferecendo análises e consultoria para mais de 400 vinhedos. Entre seus clientes iniciais estavam Châteaux Troplong Mondot e Angélus.
Rolland expandiu o alcance para mais de 150 vinhedos na Europa, Américas, África do Sul e além. Atuou em Châteaux de Bordeaux como Pontet Canet e La Conseillante, e em vinhedos célebres na Itália, Espanha, Chile e Califórnia.
Ao longo de cinco décadas, participou de parcerias e projetos internacionais, incluindo iniciativas com Araex e outras joint ventures. Mantinha propriedades próprias, como Château Le Bon Pasteur (vendido em 2013), Château Fonténil e títulos na Argentina.
Apesar de controvérsias sobre padrões de estilos internacionais, Rolland foi considerado figura central para a recuperação de Bordeaux após vintages desafiadores nos anos 1970. Documentários sobre seu trabalho geraram debates no setor.
Empresas e colegas destacaram seu faro crítico, capacidade de degustação e dedicação. Vínculos com clientes tornaram-se, em muitos casos, amizades duradouras, marcando forte presença no mundo do vinho.
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