- Imagens captadas por câmeras corporais e transcrições de conversas mostram o envolvimento do tenente-coronel Geraldo Neto no feminicídio contra a esposa, Gisele Santana, levando à prisão dele.
- As cenas revelam a preparação para preservar a cena do crime e o isolamento do apartamento durante o atendimento à ocorrência.
- Nas imagens, o tenente-coronel aparece sentado no corredor conversando por telefone, o que contraria a versão de que teria desmaiado.
- A perícia aponta que ele matou a esposa e alterou a cena; ainda faltam laudos para confirmar se houve abuso sexual.
- Os pais de Gisele disseram que a filha vinha manifestando vontade de se separar; a defesa da família verifica a expulsão de Geraldo Rosa Neto da Polícia Militar.
Na semana passada, o Jornal da Record revelou imagens de câmeras corporais que envolvem o caso da PM Gisele Santana. As gravações, obtidas pela reportagem, trazem trechos de conversas dos agentes que atenderam a ocorrência e ajudam a entender a linha do tempo naquele dia.
As imagens mostram a movimentação durante o socorro e a preservação do local. O apartamento foi isolado minutos após a chegada dos oficiais, conforme registro do policial que participou da diligência. O tenente-coronel Geraldo Rosa Neto aparece sentado no corredor, apoiado apenas por um socorrista em determinados momentos.
Segundo a perícia, as cenas reforçam a versão de que houve feminicídio e que a cena do crime foi alterada. A polícia ainda aguarda laudos complementares para confirmar aspectos como possível abuso sexual e a dinâmica da morte.
Detalhes das gravações e depoimentos
Pais de Gisele relataram ao jornalista que a filha manifestou desejo de se separar, em conversa ocorrida cinco dias antes da morte. A defesa de Gisele cobra a exoneração de Geraldo Neto da Polícia Militar.
Situação atual da investigação
As autoridades seguem com a análise de laudos pendentes para esclarecer a linha do tempo exata e a participação de terceiros. A promotoria não informou novas datas de audiência ou prazos de conclusão.
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