- A família da policial militar Gisele Alves Santana pediu a demissão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, marido da vítima.
- Rosa Neto, de 53 anos, permanece preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março e respondeu por feminicídio e fraude processual.
- Laudos periciais e evidências de dispositivos eletrônicos indicam que não houve suicídio, havendo indícios de manipulação da cena e violência anterior à morte.
- O exame necroscópico confirmou disparo com arma encostada na cabeça, em trajeto incompatível com autoindução, acompanhado de lesões no rosto e no pescoço.
- Segundo peritos, o caso ocorreu em quatro atos: abordagem por trás, imobilização, aproximação da arma à cabeça e disparo fata, com marcas de dedos, arranhões e sinais de luta.
O advogado da família da PM Gisele Alves Santana publicou um vídeo nas redes sociais nesta segunda-feira (23), pedindo a demissão do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto da Polícia Militar. Gisele foi encontrada morta no apartamento em fevereiro deste ano.
Geraldo Leite Rosa Neto, de 53 anos, é marido da vítima e está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março. Ele foi indiciado pela Polícia Civil e tornou-se réu por feminicídio e fraude processual.
A mudança no rumo da investigação ocorreu após análise de laudos periciais, depoimentos e evidências de dispositivos eletrônicos. A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo apontam que não houve suicídio, conforme a nova linha de investigação.
Segundo relatório, há contradições do réu, indícios de manipulação da cena e sinais de violência anteriores à morte. A versão de Rosa Neto aponta que ele ouviu o tiro poucos instantes após sair do quarto da esposa.
O exame necroscópico confirmou que o disparo foi feito com a arma encostada na cabeça da vítima, em trajetória incompatível com autodaferimento. Peritos identificaram lesões no rosto e no pescoço, bem como marcas de dedos e arranhões.
Hematomas ao redor dos olhos indicam agressões anteriores ou simultâneas ao disparo. O laudo descreve a sequência dos acontecimentos como quatro atos, com a abordagem ocorrendo por trás dentro da residência.
De acordo com os peritos, o tenente-coronel imobilizou Gisele, agarrando-a pelas costas e empunhando a arma próximo à cabeça. Marcas de pressão na parte inferior do rosto e no pescoço também foram constatadas.
Os analistas também apontam uma luta entre as partes, com sinais de tentativa de esganadura antes do disparo fatal. O caso segue em investigação, com o Ministério Público acompanhando os desdobramentos.
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