- O Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco, cumpriu mandado de busca e apreensão contra um casal em Salvador investigado por venda ilegal de dados sensíveis e sigilosos.
- A operação Farsa Digital ocorreu na residência dos suspeitos, no bairro Nova Brasília, e aponta acesso a uma plataforma que coletava logins, fotos, reconhecimento facial, dados bancários, registros governamentais e policiais.
- A investigação, que teve início no Ministério Público de São Paulo, mostra que havia domínio online oferecendo consultas a ambientes de acesso restrito, com logins exclusivos vendidos a terceiros para cometer crimes.
- Foram identificadas 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras da comercialização irregular de dados sensíveis pela plataforma, com ofertas que podem chegar a mais de R$ 15 mil.
- Os suspeitos podem responder por invasão de dispositivo informático qualificada, falsidade documental e estelionato; o caso permanece em investigação, com apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar.
O Ministério Público da Bahia, por meio do Gaeco, cumpriu mandado de busca e apreensão nesta sexta-feira, 27, contra um casal investigado por venda ilegal de dados sensíveis e sigilosos em Salvador. A ação ocorreu na residência dos suspeitos, no bairro Nova Brasília.
Segundo a apuração, a dupla também comercializava documentos falsos, como atestados de óbito. A investigação teve início no Ministério Público de São Paulo e envolve uma plataforma online usada para acessar ambientes restritos.
Os agentes localizaram evidências de que a plataforma disponibilizava logins, fotógrafias, reconhecimento facial, dados bancários e registros governamentais de pessoas físicas e jurídicas, para venda a terceiros. O domínio já foi bloqueado pelo Gaeco paulista.
Além disso, foram encontradas 41 mensagens eletrônicas relacionadas a transações financeiras decorrentes da comercialização irregular de dados sensíveis. As informações indicam valores de venda que podem chegar a mais de R$ 15 mil.
A ação contou com o apoio do Batalhão Apolo da Polícia Militar. Os investigados podem responder por invasão de dispositivo informático qualificada, falsidade documental e estelionato. O caso segue em apuração pelas autoridades competentes.
Desdobramentos da investigação
Até o momento, as regras de cooperação entre os Ministérios Públicos seguem em vigor para esclarecer a cadeia de responsáveis e a extensão do uso indevido das informações obtidas. A polícia continua apurando a origem dos dados e a precisão das transações registradas.
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