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Caso Gabrielly: depoimentos dos jovens que confessaram o crime

Depoimentos de Kauã e Wellington divergem sobre os minutos que antecederam a morte de Gabrielly; versões coincidem em compra de arma por R$ 3.000 e ocultação do corpo

Gabrielly Marques Oliveira foi atingida com pelo menos seis tiros
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  • Dois jovens, com 18 e 19 anos, estão presos pelas mortes de uma adolescente de 16 anos ocorrida na região metropolitana de Belo Horizonte, em Betim.
  • As versões divergem em detalhes, mas coincidem em pontos como a emboscada em área de mata, o uso de arma adquirida por cerca de R$ 3.000 e o descarte da arma, faca e ferramentas em uma lagoa.
  • Segundo os depoimentos, a vítima foi levada a uma área de mata após serem atraídos para um encontro previamente combinado.
  • Ambos afirmam que Wellington realizou o disparo e que os dois ajudaram a ocultar o corpo, seguindo para enterrar no local.
  • A mãe da adolescente contesta as versões e aponta que Kauã teria interesse em tirar a vida da jovem; Polícia Civil investiga a veracidade dos relatos.

A morte de Gabrielly Marques de Oliveira, 16 anos, ganhou destaque após a divulgação dos depoimentos de dois jovens presos pelo crime. A polícia investiga a dinâmica do ocorrido, que teria ocorrido em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Ao longo da apuração, a reportagem acompanhou a operação de localização do corpo em uma área de mata. O objetivo era entender, com maior precisão, o que aconteceu com a adolescente.

Kauã Isarael dos Reis Silva, 18 anos, e Wellington Souza de Jesus, 19 anos, apresentaram versões distintas sobre o dia do crime. Os relatos ajudam a delinear a cronologia, mas também trazem diferenças relevantes.

Depoimentos coincidentes em pontos-chave

Ambos afirmam conhecer Gabrielly da região de Nova Contagem e serem ligados entre si por vínculos com grupos relacionados ao tráfico. Os dois dizem ter comprado uma arma juntos por cerca de 3 mil reais.

Ainda segundo os relatos, os dois teriam ido armados ao encontro com Gabrielly e a seguiram para uma área de mata. Em comum, mencionam que o objetivo inicial era apenas intimidar, e não matar.

Ambos relatam que enterraram o corpo após o crime e que descartaram a arma, a faca e as ferramentas em uma lagoa. Também dizem ter contado à família sobre o que ocorreu, com posterior entrega à delegacia.

Diferenças entre as versões

Kauã afirma que houve uma discussão antes do ataque e sustenta que Wellington imobilizou Gabrielly com um mata-leão, seguido de disparo. Também diz ter dado uma facada, sem ter certeza do efeito.

Wellington, por sua vez, diz que não houve discussão prévia e que Kauã aplicou o mata-leão antes do disparo. Alega que, após o tiro, Kauã passou a golpear a vítima com facadas.

Os dois relatos divergem ainda sobre o exato momento da agressão e sobre quem realizou certas ações dentro da área de mata. A Polícia Civil continua analisando as informações e verificando a veracidade de cada versão.

Situação atual

A mãe de Gabrielly desconhece as versões apresentadas pelos dois jovens. Ela questiona as motivações e aponta que houve obsessão após contatos anteriores entre Kauã e a família da vítima.

A investigação segue para confirmar a linha de tempo, apurar a motivação e checar a autenticidade dos relatos. As autoridades trabalham para consolidar os fatos e identificar responsabilidades.

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