- Na primeira audiência do julgamento, realizada na comarca de Ipatinga, Minas Gerais, a defesa pediu avaliação de insanidade mental, que foi negada pela juíza por ausência de documentos médicos que fundamentassem o pedido.
- A defesa alegou supostos distúrbios mentais e pediu que a prefeitura de Timóteo fornecesse histórico médico de Gisele Oliveira, sem sucesso.
- Gisele Oliveira, de quarenta anos, é acusada de tirar a vida de cinco filhos entre 2010 e 2023; o caso ganhou repercussão após o quinto homicídio, em 2023.
- A magistrada afirmou não haver respaldo fático ou técnico para instaurar incidente de insanidade mental e apontou a falta de laudos ou registros clínicos.
- A próxima audiência do julgamento ficou marcada para 8 de abril; Gisele segue detida no Brasil após ser capturada em Portugal.
A mãe Gisele Oliveira, de 40 anos, é alvo de julgamento na comarca de Ipatinga, Minas Gerais, por ter tirado a vida de cinco filhos ao longo de 2010 a 2023. A informação foi confirmada pela 4ª Câmara Criminal de Timóteo e pelo Tribunal de Justiça de MG. O caso ganhou notoriedade após a descoberta dos crimes pela polícia.
Na primeira audiência, ocorrida na última quarta-feira, seis testemunhas de acusação foram ouvidas. A defesa pediu a averiguação de insanidade mental, pleito que demanda perícia médica para avaliar a capacidade mental da acusada. A solicitação foi rejeitada pela juíza.
Decisão da magistrada e próximos passos
A juíza Marina Souza Lopes Ventura Aricodemes negou os pedidos de avaliação de insanidade mental, alegando falta de documentos médicos que sustentem a pretensão defensiva. Ela ressaltou ausência de respaldo técnico para instaurar incidente de insanidade.
A defesa também solicitou acesso a histórico médico de Timóteo, alegando dificuldade de obtenção de registros. O pedido foi considerado sem fundamentação suficiente pela magistrada, que manteve o andamento regular do processo.
O caso envolve a morte de cinco crianças, entre 10 meses e três anos, cometidas ao longo de mais de uma década. O registro policial indica três toxicológicos positivos em diferentes anos, com um caso relacionado a medicação sedativa.
A delegada responsável, Valdimara Teixeira, confirmou que o caso se ampliou com a morte de quatro filhos após investigações apenas no desfecho de 2023. Ela afirmou que houve atraso na abertura de inquéritos e na requisição de toxicológicos.
Gisele chegou a fugir para Portugal no ano passado. Ela foi capturada, extraditada e permanece detida no Brasil. A próxima audiência, prevista para 8 de abril, deverá ouvir novamente a acusada e dar continuidade ao julgamento.
A motivação do processo envolve, conforme oye, testemunhos e evidências sobre os crimes cometidos ao longo dos anos. A Justiça segue mantendo o rito processual, sem decisões finais até o momento.
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