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Tradition em foco: discussão sobre valores e continuidade

Navruz em Tajiquistão celebra cultura ancestral; festas sazonais ressaltam rituais, culinária tradicional e reunião familiar

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  • Navruz em Tajiquistão é celebrado como expressão de cultura e vida, com Pakhlava, um doce típico, ligado ao festival e às celebrações sazonais.
  • Dublin recebeu aproximadamente 500 mil pessoas no desfile de St Patrick’s Day, em meio a um festival de quatro dias que celebra a cultura irlandesa.
  • Corridas de trenó com renas atraem multidões no norte da Finlândia, próximas à fronteira com a Rússia, mesmo com temperaturas muito baixas.
  • O recife de gelo da Groenlândia está ficando menos estável, o que pode levar pescadores tradicionais a usar barcos ou migrar para a pesca comercial.
  • Em Uzbequistão, o teatro e as artes cênicas seguem vivas, com palcos de marionetes, ópera e repertórios regionais que aproximam plateias de diferentes histórias.

O Navruz, festa tradicional de Tajiquistão, é celebrada há séculos como expressão de cultura, vida e renovação. Em Dushanbe, as famílias se reúnem para rituais sazonais, com alimentos típicos e manifestações culturais que marcam a chegada da primavera. A celebração envolve práticas transmitidas de geração em geração, destacando união e memória coletiva.

Entre as tradições, destaca-se o Pakhlava, uma sobremesa de camadas ligada ao Novruz. A receita é passada de pai para filho e preparada especialmente para as festividades sazonais, simbolizando partilha e prosperidade. O prato integra o conjunto de rituais que acompanham a data.

Novruz é, ainda, um momento de encontro familiar. As celebrações envolvem rituais sazonais, comidas tradicionais e práticas compartilhadas, reforçando o tema da renovação que chega com a primavera. O calendário do país se organiza ao redor dessas datas.

Outras celebrações ao redor do mundo

Dublin recebeu 500 mil pessoas no festival de St Patrick’s Day, em 17 de março, com desfiles que destacaram a cultura irlandesa ao longo de quatro dias. Em Quetta, Paquistão, túmulos de mármore gravados com retratos ganham popularidade entre a comunidade Hazara.

Nos desfiladeiros de Burabay, no norte, florestas montanhosas e lagos congelados oferecem cenário de turismo de natureza. Em estúdios artesanais e espaços culturais revitalizados, técnicas tradicionais convivem com design moderno, dando espaço a novas vozes criativas.

Na Finlândia, a corrida de renas atrai milhares perto da fronteira com a Rússia, em um cenário de temperaturas negativas. Em Groenlândia, a redução do gelo marinho ameaça pescadores tradicionais que dependem do gelo para suas atividades.

Uzbequistão mantém viva a cena teatral, com marionetes, óperas e teatros regionais. Em Grécia, a cidade de Galaxidi celebra o Carnaval com a “flour war” de Carnaval, lançando farinha colorida entre os participantes.

Na China, o Festival da Primavera ganhou destaque com danças de leões no Grande Muralha de Badaling, associadas ao Ano do Cavalo de Fogo. Na Itália, Ivrea transforma ruas com a Batalha das Laranjas, em um carnaval de três dias.

No Brasil, o Carnaval do Rio de Janeiro abre com a festa Carmelitas, em Santa Teresa, celebrando samba e fantasias. Em Pequim, o público assistiu a shows de fogo derretido de ferro, como parte das comemorações pré-ano novo lunar.

Na Escócia, vikings de Lerwick marcharam em procissões com tochas, encerrando com o acendimento de uma replica de navio. Na Bulgária, os bailarinos Kukeri retornam, em janeiro, para afastar maus espíritos e marcar o fim do inverno.

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