- A Charity Art UK finalizou o Murals Digitisation and Engagement Programme, registrando mais de seis mil e seiscentas obras e totalizando mais de vinte e um mil trabalhos catalogados no banco de dados online.
- O projeto, financiado principalmente pelo National Lottery Heritage Fund, percorreu o Reino Unido, de Kirkwall, Orkney, até Penzance, Cornualha, incluindo murais de 2025.
- A maior peça é um mosaico abstrato de dezesseis andares em Gosport, Hampshire; a menor, uma obra de cinquenta centímetros pintada em uma caixa de serviço em Aberdeen.
- Cerca de dezenove por cento das obras são commemorativas; animais aparecem em vinte e três por cento; onze por cento referenciam heritage e indústria, além de temas como mudanças climáticas, natureza e coesão social.
- A iniciativa envolveu cerca de noventa voluntários de arte pública, que somaram quase cinco mil e quinhentas horas de trabalho; há planos de continuar até 2026, incluindo murais internos e materiais educativos.
A charity Art UK concluiu um projeto nacional para documentar murais e arte de rua, criando um retrato cultural acessível e democrático do país. O programa de Digitalização de Murais e Engajamento, iniciado em 2024, já catalogou mais de 6,6 mil obras, elevando o total para mais de 21 mil.
O esforço, financiado principalmente pelo National Lottery Heritage Fund, percorreu o território britânico desde Kirkwall, em Orkney, até Penzance, na Cornualha. As obras vão desde afrescos em igrejas medievais até murais contemporâneos, inclusive alguns já registrados em andamento.
A iniciativa contou com cerca de 90 voluntários da área de arte pública, que dedicaram quase 5.500 horas ao longo de dois anos. A maior peça registrada é um mosaico abstrato de 16 andares em Gosport, Hampshire, enquanto a menor é uma obra de 50 cm em uma caixa de serviço em Aberdeen.
O que muda e quem está envolvido
Entre os dados consolidados, 19% das obras são commemorativas, destacando triunfos esportivos e momentos de luto. Animais aparecem em 23% dos murais, e 11% remetem à herança local e à indústria, refletindo o passado industrial britânico.
A avaliação aponta que, embora haja mais homens nomeados do que mulheres entre as obras, as peças apresentadas no acervo superam a diversidade comum em esculturas públicas, incluindo representações de pessoas do Global Sul, líderes comunitários e ativistas.
A iniciativa reforça a expansão da arte de rua no Reino Unido, com murais cada vez mais solicitados por autoridades locais e empresas para revitalizar espaços públicos. O programa deve avançar até 2026, incluindo murais internos e novas ferramentas de aprendizagem.
Perspectivas e próximos passos
A organização planeja ampliar o catálogo, incorporar murais internos e desenvolver materiais educativos, como filmes, atividades escolares e descrições em áudio. A meta é manter o registro atualizado e facilitar o acesso público às obras catalogadas.
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