- O Arquivo Nacional abriu a Semana Ditadura, Arquivos e Memória, em Rio de Janeiro, com participação de pesquisadores, arquivistas e representantes de movimentos de memória, entre 31 de março e 1º de abril.
- O destaque foi um documento de 1976 da diretoria acadêmica da Escola de Medicina da Unirio que denunciava violações de direitos humanos no campus e apontava plantões diários de agentes da ditadura na porta dos fundos, com detalhes de carros e placas.
- A diretora do Arquivo Nacional, Mônica Lima, reforçou a importância de preservar documentos históricos para memória, verdade e direitos humanos.
- Cecília Coimbra, fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais, destacou o papel de movimentos sociais e familiares de desaparecidos na busca por arquivos, citando o Departamento de Ordem Política e Social (Dops) como fonte.
- A atriz Maria Fabiana Almeida, irmã de um desaparecido na ditadura argentina, participou do evento e ressaltou a importância da memória para não esquecimento de violações.
Em 31 de março de 2026, o Arquivo Nacional recebeu pesquisadores, arquivistas e representantes de movimentos de memória para a Semana Ditadura, Arquivos e Memória. O evento celebra a importância dos documentos históricos na construção de memória, pesquisa e verdade sobre o período.
Durante a programação, foi apresentado um documento de 1976 do diretório acadêmico da Escola de Medicina da Unirio. O texto denuncia violações de direitos humanos no campus e aponta a atuação de agentes da ditadura na porta dos fundos da instituição, com detalhes de veículos.
O material é usado para ilustrar como arquivos ajudam a compreender o passado e indicam a necessidade de ampliar o acesso a peças históricas relevantes. A diretora do Arquivo Central da Unirio enfatizou a relevância desse tipo de registro.
A diretora-geral do Arquivo Nacional reforçou que a preservação de documentos fortalece a memória, a verdade e a cultura de direitos humanos. O acesso público aos documentos apoia a pesquisa histórica e a compreensão democrática.
A historiadora Cecília Coimbra, fundadora do Grupo Tortura Nunca Mais/RJ, destacou o papel dos movimentos sociais e das famílias na busca por documentos. Ela mencionou a consulta a arquivos do Dops na década de 1980.
> A participação de organizações de memória, como Madres de Plaza de Mayo da Argentina, também marcou o encontro. Familiares de desaparecidos relataram a importância de preservar a memória para evitar o esquecimento.
A integrante argentina do movimento enfatizou que, mesmo diante de contextos políticos desafiadores, a memória das violações persiste como referência contra retrocessos. A fala ressaltou a resistência das famílias e a necessidade de justiça.
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