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Mãe de menino morto após encontrar arma em gaveta em SP fala em perdão

Nove anos após a morte de Lorenzo, a mãe reforça a lição de negligência doméstica e a importância da supervisão para evitar tragédias com armas em casa

Lorenzo morreu aos 3 anos após encontrar uma arma na gaveta da casa da avó, em Santos (SP) — Foto: Arquivo pessoal
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  • Em 2017, Lorenzo, com 3 anos, encontrou uma arma na gaveta do apartamento da avó materna em Santos (SP) e morreu após um disparo acidental.
  • A família mudou-se para Ribeirão Preto e depois para Portugal; o casal migrou com Luca, que tinha um mês na época, e teve mais um filho, Martim, hoje com 6 anos.
  • Em 2022, Sabrina Pinheiro Lopes e Fernando Piccirilo se separaram, mas mantêm relação cordial; Sabrina está noiva de outra pessoa.
  • Sabrina afirma ter perdoado a mãe e o companheiro, reconhecendo que a tragédia foi causada por negligência, não por acidente, pois a arma estava ao alcance em casa.
  • A família mantém a memória de Lorenzo viva com encontros anuais no aniversário da criança e busca ampliar o debate sobre riscos de armas em casa.

Em 2017, Lorenzo, com apenas 3 anos, encontrou uma arma em uma gaveta no apartamento da avó materna, em Santos (SP). O disparo foi acidental e tirou a vida da criança. A família já havia se mudado várias vezes, buscando ficar mais perto da família do marido da mãe.

Após a tragédia, Sabrina Pinheiro Lopes e o marido Fernando Piccirilo davam os primeiros passos no luto com Luca, na época apenas um mês. O casal decidiu morar em Portugal, onde nasceu Martim, hoje com 6 anos. Em 2022, eles se separaram, mantendo uma relação estável.

Nove anos depois, Sabrina concedeu entrevista à revista Crescer para revisitar a história. Ela afirma ter mantido a capacidade de perdoar a mãe e o companheiro da mãe, apontando negligência como causa da perda de Lorenzo. A entrevista também ressalta o impacto da experiência na vida da família.

O dia da tragédia

Antes da fatalidade, Sabrina e Fernando haviam se mudado de Santos para Ribeirão Preto, para ficar mais perto da família dele, mas precisaram retornar ao apartamento da avó para compromissos médicos e profissionais. Lorenzo ficou sob os cuidados de uma pessoa que ajudava com as crianças.

Ao retornar, Fernando encontrou Lorenzo caído perto da sala, com a arma ao lado. A família acionou o resgate, que foi demorado; um vizinho levou a criança ao hospital. Lorenzo chegou sem vida ao atendimento.

No hospital, Sabrina soube da perda ao chegar ao local. A arma, segundo relatos, estava na mesa de cabeceira, deixada pelo padrasto, que era policial, durante um banho. A avó preparava café quando o menino mexeu na gaveta e disparou.

Caminho para o perdão e impacto

Sabrina relata que não pôde viver o luto imediatamente, devido ao nascimento do filho mais novo e às responsabilidades familiares. Com o tempo, encontrou apoio no trabalho com pacientes e na fé, que inicialmente sofreu abalo, mas ganhoued a perceber a história de Lorenzo como guia para outras mulheres.

Ela afirma ter perdoado a mãe e o companheiro, enfatizando que a tragédia não foi acidente, e sim consequência de negligência. A mãe de Sabrina costuma visitar Portugal, e as relações familiares mudaram a partir dessa experiência.

Mesmo diante da dor, a família mantém a memória de Lorenzo acesa. Nessas homenagens anuais, Luca e Martim veem fotos e vídeos que ajudam a manter viva a lembrança do irmão. Sabrina reforça a importância de debater a presença de armas em casa para evitar novas tragédias.

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