- O Rio Grande do Sul teve crescimento de 14% na população carcerária em 2025, chegando a quase 55 mil detentos para 35,317 mil vagas.
- Pelo menos cinco penitenciárias da Serra Gaúcha abrigam mais do que o dobro da capacidade e foram interditadas para novos detentos.
- Nesta terça-feira (31), 12 presos aguardavam vagas somente em Caxias do Sul e Flores da Cunha.
- A superlotação exige que policiais civis e militares concilienem ocorrências com custódia de presos, impactando o atendimento.
- O governo estadual afirma que mais de 5,4 mil novas vagas devem ser entregues até o fim do ano e que os atendimentos seguem normalmente, com diálogo para normalizar o fluxo.
Pelo menos cinco penitenciárias da Serra Gaúcha operam com lotação acima do dobro da capacidade e foram interditadas para novos detentos. A situação agrava a carência de vagas no estado, em meio a aumentos de transferências em viaturas.
Ao menos 12 presos aguardavam vagas somente nesta terça-feira (31) nas cidades de Caxias do Sul e Flores da Cunha. O Rio Grande do Sul abriga quase 55 mil detentos para 35.317 mil vagas, segundo a Secretaria de Sistemas Penais e Socioeducativos. Em 2025, o crescimento da população carcerária saltou para 14%.
O impacto se estende às forças de segurança, que precisam dividir o tempo entre ocorrências e custódia de presos, potencializando atrasos. O cenário remete a crises entre 2016 e 2019, com detentos em viaturas. A SSP afirma que atendimentos seguem normalmente e há diálogo para normalizar o fluxo de detentos.
Situação nas penitenciárias da Serra Gaúcha
Segundo a pasta, o governo estadual projeta a entrega de mais de 5,4 mil novas vagas até o fim do ano, visando reduzir a superlotação e o tempo de encaminhamento dos detentos.
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