- Divisórias são solução prática para delimitar ambientes sem obras, otimizando espaço e dando estilo.
- Instalação rápida e reversível é destaque, útil em imóveis alugados; na cozinha, o material precisa facilitar a limpeza.
- Materiais comuns: MDF, madeira; também cortinas, cobogós de cerâmica esmaltada ou blocos de vidro; ripado de madeira com padrões assimétricos está em alta.
- Permitindo iluminação ou ventilação conforme o material, mas não asseguram isolamento acústico, sendo necessária uma ilha de alvenaria se esse for o objetivo.
- Cuidados importantes: checar suporte da laje ao fixar no forro de gesso, prever reforço; em pisos, usar amarração de vergalhões e argamassa; evitar erros como falta de planejamento estrutural, ignorar isolamento acústico e explicar a paginação do material.
Divisórias ganham espaço na organização de ambientes sem obras estruturais, apontam arquitetas. O recurso combina praticidade e estilo, ampliando a definição de setores em casas e escritórios. A reportagem reúne orientações de profissionais sobre aplicações, materiais e design.
Segundo Carolina Castilho e Marianna Teixeira, da Freijó Arquitetura, a principal vantagem é a instalação rápida, com possibilidade de reversão. Essa característica é especialmente útil para imóveis alugados, permitindo alterações sem grandes intervenções.
As especialistas destacam que a divisória pode ser usada na maioria dos ambientes, desde que se considere a limpeza e a manutenção. Na cozinha, por exemplo, o material deve facilitar a higienização para evitar acúmulo de sujeira.
Entretanto, as arquitetas lembram que nem toda opção oferece isolamento acústico. Quando esse aspecto é essencial, recomenda-se manter uma parede convencional. O recurso, porém, permite passagem de iluminação ou ventilação conforme o material escolhido.
Materiais, inspirações e tendências
As profissionais costumam usar MDF ou madeira natural pela versatilidade no design. Esses materiais permitem construir peças sob medida para cada ambiente, integrando formas e texturas ao layout.
Além deles, cortinas representam uma opção prática que ocupam pouco espaço e podem ser recolhidas para recompor ambientes. Cortinas com sistemas motorizados elevam o grau de funcionalidade para usos residenciais e comerciais.
Outras alternativas mencionadas incluem cobogós de cerâmica esmaltada, com ou sem vazados, e blocos de vidro, que facilitam a limpeza. Essas opções costumam ser indicadas para cozinhas e áreas de serviço pela facilidade de manutenção.
O ripado de madeira permanece popular como painel divisório. A tendência atual envolve ripados assimétricos, com espaçamentos variados e largura de tábuas mais distintas, que conferem movimento ao design.
Cuidados e recomendações
Antes de instalar, é essencial avaliar a capacidade estrutural da laje para suportar o peso da divisória, especialmente quando fixada no forro de gesso. A recomendação é usar reforços que prendam à estrutura, para evitar quedas.
Para divisórias apoiadas no piso, materiais como cobogós demandam amarração com vergalhões e argamassa de assentamento. A adequação da fixação evita deslocamentos e garante estabilidade.
Erros comuns na escolha de materiais
A equipe aponta falhas frequentes que comprometem o desempenho da divisória: planejamento estrutural inadequado, falta de consideração do isolamento acústico e a paginação de materiais, que pode não encaixar no espaço disponível.
Atenção às necessidades de fixação, realces de acabamento e compatibilidade com o layout do ambiente são cruciais para evitar retrabalho. Com planejamento, o ganho estético e funcional é potencializado.
Por Monica Alonso, com informações de Carolina Castilho e Marianna Teixeira, Freijó Arquitetura. Fonte: Portal EdiCase.
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