- Homem foi condenado a 80 anos de prisão em regime fechado por triplo homicídio qualificado e tentativa de feminicídio, pelo assassinato de Marya Clara (7), Cauãn (5) e Marya Alice (4) em Paraty, em janeiro de 2020.
- O crime ocorreu após Fernando Evangelista da Silva atear fogo à casa, colocando um colchão em chamas na porta para impedir a saída das vítimas.
- A companheira do réu foi vítima da tentativa de feminicídio e sobreviveu; o réu deixou o local após trancar a casa.
- O Conselho de Sentença reconheceu qualificadoras de fogo como meio cruel e de recurso que dificultou a defesa, além de aumento por serem menores de 14 anos; houve majorante pela presença de descendentes.
- O julgamento ocorreu em segunda sessão do Tribunal do Júri; o réu foi preso imediatamente após a sentença.
Um homem foi condenado a 80 anos de prisão por matar três crianças em Paraty, no sul do Rio de Janeiro, em janeiro de 2020. A sentença ocorreu na noite de terça-feira, pelos crimes de triplo homicídio qualificado e tentativa de feminicídio, no regime fechado.
Fernando Evangelista da Silva foi considerado culpado pelo assassinato de Marya Clara, 7 anos, Cauãn, 5, e Marya Alice, 4. A denúncia aponta que ele ateou fogo na casa da família, aprisionando as vítimas ao colocar um colchão em chamas na porta de entrada. A companheira do réu ficou ferida e sobreviveu.
Segundo a acusação, as crianças dormiam quando o fogo foi iniciado. O réu deixou o local após trancar a casa, impossibilitando a fuga dos presentes. A mulher ficou no interior do imóvel durante o ataque.
Juridiço e desdobramentos
Durante dois dias de Tribunal do Júri, os promotores Rita Madero e Matheus Rezende defenderam a condenação, ressaltando a crueldade da prática e a motivação relacionada ao término do relacionamento. A defesa foi acionada, mas não impediu o veredito.
O Conselho de Sentença manteve as qualificadoras de fogo como meio cruel e de dificultar a defesa, além do aumento por serem menores de 14 anos. Em relação à ex-companheira, houve reconhecimento de feminicídio na forma tentada, com as qualificadoras do uso de fogo e do recurso que dificultou a defesa, e majorante pela presença de descendentes.
A promotora Simone Sibílio destacou a complexidade do caso e afirmou que a condenação é um indicativo de reconhecimento da gravidade dos crimes para as famílias envolvidas.
A defesa de Fernando não teve posição confirmada pela imprensa; a CNN Brasil informou que tentou contato para um posicionamento. O espaço permanece aberto.
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