- A advogada argentina Agostina Páez foi autorizada pela Justiça do Rio a deixar o Brasil e retornar ao país, com a devolução do passaporte e retirada da tornozeleira.
- O crime ocorreu em 14 de janeiro, em um bar na rua Vinícius de Moraes, Ipanema, quando ela ofendeu funcionários negros do estabelecimento e simulou gestos de macaco.
- Segundo a Promotoria, ela proferiu palavras pejorativas e cometeu três crimes ao voltar a ofender outros dois trabalhadores do bar, após o primeiro episódio.
- Páez pagou fiança de R$ 97 mil (60 salários mínimos) e teve a tornozeleira eletrônica retirada; após isso pôde deixar o país.
- O caso segue em andamento, com a advogada respondendo ao processo por injúria racial; a decisão de saída veio da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, sob relatoria do desembargador Luciano Silva Barreto.
A turista argentina Agostina Páez foi autorizada pela Justiça do Rio de Janeiro a retornar ao seu país. A decisão ocorreu na terça-feira (31) e inclui a devolução do passaporte e a retirada da tornozeleira eletrônica.
Páez é ré em um caso de injúria racial após ofender funcionários de um bar em Ipanema, na Zona Sul. O episódio ocorreu em 14 de janeiro, envolvendo ofensas a um homem negro e gestos que imitam animais.
O caso envolve três acusações de injúria racial, segundo a Promotoria. A advogada ficou algumas horas detida em fevereiro e, após pagar fiança, foi liberada para cumprir monitoramento.
Volta ao país
A saída ocorreu após a decisão da 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça. A caução foi fixada em 97 mil reais, equivalente a 60 salários mínimos, conforme a liminar do desembargador Luciano Silva Barreto.
Ao deixar o Brasil, Páez já havia cumprido etapas judiciais, com a retirada da tornozeleira e a devolução do passaporte. Ela retornou de avião para Buenos Aires na noite desta quarta-feira, segundo a imprensa argentina.
Contexto do processo
O crime ocorreu em frente a um bar na rua Vinícius de Moraes, em Ipanema, durante uma discussão sobre cobrança na conta. A denúncia aponta ofensas raciais repetidas para três trabalhadores.
A Justiça ainda mantém Páez respondendo ao processo em solo brasileiro. O caso segue sem julgamento final até o momento, com todas as informações apresentadas pelas autoridades.
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