- O município de Dourados, no Mato Grosso do Sul, está em situação de emergência por chikungunya, classificada como crítica pelo novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, durante visita na sexta-feira (3).
- No estado, de janeiro até início de abril, há 1.764 casos confirmados da doença, incluindo 37 gestantes, e 1.893 casos ainda em análise.
- Dourados é o maior foco de casos prováveis (759) e a chikungunya atinge com maior impacto as comunidades indígenas da região.
- Dos sete óbitos no estado, cinco ocorreram na Reserva Indígena de Dourados, incluindo dois bebês; os demais foram em Bonito e Jardim.
- O governo federal anunciou medidas de combate ao Aedes aegypti, destinando cerca de R$ 3,1 milhões para ações de socorro, limpeza e vigilância; serão contratados 50 agentes de combate a endemias, com apoio de 40 militares, além de reforço à atuação em aldeias Bororó e Jaguapiru.
O novo ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena, classificou de crítico o quadro de chikungunya em Dourados,-MS. O município decretou situação de emergência diante do aumento de casos e da gravidade observada na região. Terena visitou a cidade nesta sexta-feira (3) para acompanhar a resposta das autoridades.
Segundo dados do governo de Mato Grosso do Sul, de janeiro até início de abril foram confirmados 1.764 casos no estado, com 37 gestantes entre as ocorrências. Em Dourados, 759 registros são de casos prováveis, o que representa o maior volume entre os municípios sul-mato-grossenses.
A doença atinge principalmente as comunidades indígenas da região, com cinco dos sete óbitos no estado ocorridos na Reserva Indígena de Dourados. Dois bebês faleceram entre as vítimas da reserva, ampliando a preocupação com o impacto da chikungunya nesses grupos.
O governo federal reconheceu a emergência da cidade em 30 de março, após decreto municipal de 27 de março. Medidas federais incluem reforço no combate ao mosquito Aedes aegypti, melhoria no atendimento a pacientes e ações de vigilância. A situação permaneceu em monitoramento pelas autoridades de saúde.
Para ampliar a resposta, agentes da Força Nacional do SUS foram destacados para integrar a força-tarefa já formada pela Sesai e pela Sesab. Além disso, o governo destinou aproximadamente R$ 3,1 milhões para Dourados, com recursos destinados a assistência à população, obras de limpeza urbana e vigilância sanitária.
Terena informou que os recursos já estão nas contas estaduais e municipais para contratação emergencial de bens e serviços. Daniel Ramos, representante do Ministério da Saúde, destacou a contratação provisória de 50 agentes de combate a endemias, com apoio de 40 militares do Ministério da Defesa.
Juliana Lima, da Força Nacional do SUS, ressaltou o dinamismo do cenário epidemiológico na reserva Bororó e Jaguapiru. O monitoramento diário segue sendo feito para orientar a prioridade de atendimentos aos casos agudos nas aldeias.
Entre as ações, o ministro enfatizou a necessidade de melhorar a coleta de lixo nas comunidades indígenas, além da área urbana. A ideia é reduzir criadouros do Aedes e chegar a intervenções estruturais nas pautas sanitárias das aldeias, com articulação entre prefeitura e governos estadual e federal.
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