- Laudo pericial aponta que o arroz do jantar da família estava envenenado com chumbinho, causando a morte da menina Weslenny Rosa Lima, de nove anos, em Alto Horizonte, Goiás, na sexta-feira (27/03).
- O irmão de oito anos foi internado no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano e segue em recuperação.
- O padrasto Ronaldo Alves de Oliveira admitiu ter preparado o jantar; ele foi detido e permanece em silêncio após o laudo confirmar o envenenamento.
- Quatro gatos que moravam próximos à residência também morreram após comer restos do arroz.
- A mãe, Nábia Rosa Pimenta Mateus, disse que convive com Ronaldo há cerca de cinco meses e que ele estaria sem paciência com as crianças nos últimos tempos; investigações continuam.
O laudo da perícia confirmou que o arroz preparado durante o jantar da família continha chumbinho, levando à morte da menina Weslenny Rosa Lima, de nove anos, em Alto Horizonte, Goiás. Ela jantou com a mãe, o padrasto Ronaldo Alves de Oliveira e o irmão de oito anos, que também precisou ser hospitalizado. Weslenny faleceu após uma parada cardiorrespiratória.
O irmão mais novo permanece internado no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano, em Uruaçu, com evolução./p>
Laudo confirma envenenamento e detenção do padrasto
O hospital já havia indicado suspeita de envenenamento diante da rápida piora clínica dos dois irmãos. Ronaldo Alves de Oliveira confirmou ser ele quem preparou o jantar, mas permanece em silêncio desde a confirmação do laudo.
Ainda segundo o laudo, quatro gatos que ficam próximos à residência também teriam morrido após ingerirem restos do arroz. Não está definido se a mãe, Nábia Rosa Pimenta Mateus, ou o outro filho consumiram a refeição. Ambos apresentam apenas sintomas leves.
Situação das investigações e depoimentos
O padrasto foi detido após a conclusão do laudo. O irmão de Weslenny já está se recuperando e chegou a conversar com o delegado Domênico Rocha, relatando que os dois irmãos já haviam recebido agressões do padrasto. O pai biológico também confirmou o relato durante as investigações.
A mãe, que relatou ter vivido com Ronaldo nos últimos cinco meses, disse que o homem estava sem paciência com os filhos e que teme pela própria segurança após a separação. As investigações continuam para esclarecer todas as circunstâncias do caso.
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