- A DePaul Art Museum, em Lincoln Park, vai fechar em 30 de junho, poucos dias após a universidade anunciar o encerramento do museu.
- A coleção envolve cerca de 4.000 obras, incluindo trabalhos de Christina Ramberg, Roger Brown, Martin Puryear e Edra Soto, com destaque para fotografia e litografias.
- A decisão ocorreu durante um déficit orçamentário projetado para 2026; a universidade cortou 27,4 milhões e demitiu 114 funcionários em dezembro.
- Um abaixo-assinado, iniciado por estudantes e docentes, reuniu mais de 3.000 assinaturas contra o fechamento, enquanto a diretora do DPAM, Laura-Caroline de Lara, busca opções para manter parte do acervo sob vigilância externa ou transferência para outras instituições.
- Críticos lembram que o museu no campus oferece treinamento profissional e exposições importantes, questionando como o fechamento ajuda a enfrentar os problemas da instituição.
O DePaul Art Museum (DPAM), em Lincoln Park, ficará fechado até 30 de junho, após o anúncio da universidade DePaul em 26 de fevereiro de encerrar o museu. A decisão envolve cerca de 4 mil objetos, incluindo obras de Christina Ramberg, Roger Brown, Martin Puryear e Edra Soto. A instituição divulgou que o fechamento atende a ajustes orçamentários da universidade, sem indicar planos imediatos para o acervo.
Laura-Caroline de Lara, diretora do DPAM, conseguiu manter a equipe reduzida para cumprir exposições já contratadas até junho. A instituição tem receita anual de aproximadamente US$ 745 mil, com grande parte proveniente de patrocínios, e buscava alternativas para manter o museu funcionando diante de um déficit orçamentário projetado para 2026. A administração, porém, manteve o fechamento.
Julie Rodrigues Widholm, ex-diretora do DPAM, que desde 2020 lidera o Berkeley Art Museum and Pacific Film Archive, afirma compreender os desafios da educação superior, mas critica a solução de encerrar o museu. Ela destaca que uma instituição com museu no campus oferece treinamento profissional e exposições relevantes para estudantes.
O que acontece com a coleção e os desdobramentos
A coleção do DPAM abrange cerca de 4 mil itens, com pinturas de artistas de relevância local e nacional, além de acervo fotográfico com obras de Warhol e Barbara Crane. Há ainda uma considerável coleção de obras em papel e pôsteres de filmes vintage. Em 2020, o museu passou a incorporar obras de artistas latino-americanos como parte de uma iniciativa multianual.
De Lara diz que as obras não podem ser simplesmente armazenadas sem condições adequadas. “Não pode ser trancada em um armário nem dispersa pela universidade”, afirma. A responsável atua junto ao gabinete do presidente para discutir opções, como transferência para outras instituições ou a manutenção de um cargo para cuidar do acervo. Ela descreve o processo como uma revisão de práticas de gestão de acervos.
A discussão sobre o fechamento do DPAM acontece em meio a críticas a decisões da administração universitária, incluindo a demolição de quatro casarões históricos para a construção de uma nova instalação esportiva estimada em mais de US$ 42 milhões. Fontes ouvidas reforçam que a prioridade dada ao esporte contrasta com a preservação e o valor pedagógico de um museu universitário.
A administração foi apresentada ao público como parte de uma iniciativa mais ampla chamada “Reimaginando as artes na DePaul University”, que gerou questionamentos entre estudantes e docentes sobre o papel da arte no campus. O DPAM já vinha promovendo exposições e atividades educativas, com participação de estudantes do programa de museologia e de iniciativas relacionadas a comunidades locais.
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