- Ziraldo, um dos maiores cartunistas do Brasil, morreu no dia 6 de abril de 2024 aos 91 anos.
- O ilustrador ficou conhecido por falas sobre velhice e juventude, como “Fiquei velho de repente”.
- Em 2020, destacou que crianças têm imaginação fértil e são “as veias do mundo”.
- Em 2007, afirmou não ter tempo de ficar velho, lendo sobre velhice e discutindo a angústia de envelhecer.
- Em entrevistas anteriores, comentou que a velhice só se revela diante do espelho e que o quadrinho é uma janela para o mundo.
O cartunista Ziraldo faleceu no dia 6 de abril de 2024, aos 91 anos. A vida dele ficou marcada pelas criações e pelas falas sobre juventude e velhice, que ganharam destaque ao longo dos anos.
A morte foi anunciada pelas assessorias e repercutiu nacionalmente. Conhecido por traços que marcaram gerações, ele também ficou conhecido por reflexões sobre o envelhecimento e a percepção de tempo, sempre com tom próximo do humor.
Fase final e reflexões sobre o tempo
Entre as frases registradas, Ziraldo disse que ficou velho de repente, em referência a um despertar repentino da idade. Em 2018, em entrevista, ele relatou aos 85 anos esse sentimento de mudança de etapa.
Em outra leitura, o cartunista afirmou que as crianças são as veias do mundo, destacando a imaginação infantil como motor da criação. A ideia foi proferida em 2020, em entrevista ao Estadão.
Memória e legado na pandemia
Ziraldo também comentou sobre a pandemia de covid-19, dizendo que crianças cresceriam para contar histórias reais para os netos, com a vantagem de o avô narrar segundo a própria visão. A observação ocorreu em 2020, em entrevista ao Estadão.
Sobre a velhice, ele recordou o interesse de Drummond pela etapa e reconheceu sentimentos de angústia e incompreensão que surgem com a idade, conforme relato também de 2018, na entrevista para a TV Roda Viva.
Velhice, identidade e criação
O cartunista afirmou ainda que a velhice não é plenamente compreendida, citando o espelho como lembrete diário de envelhecer. Em 2007, em entrevista à Folha de S Paulo, ele dividiu essa percepção com o público.
Entre outras falas, Ziraldo explicou que todo canalha foi criança infeliz, uma reflexão apresentada em entrevista à TV Cultura, em 1984. Ele reforçou a ideia de que a empatia se forma desde a infância.
O quadrinho como janela do mundo
Ainda em sua visão sobre a cultura, Ziraldo descreveu o quadrinho como uma janela para o mundo, destacando a importância das histórias em quadrinhos para a formação cultural de sua geração.
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