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Mãe que aguarda trigêmeos revela momento em que filha ficou em estado vegetativo

Gestação de alto risco: família acompanha a recuperação gradual de Kaillany, 15 anos, em estado vegetativo após acidente, superando prognóstico médico

Kaillany, de 15 anos, sofreu um acidente de carro quando sua mãe, Juliana, estava grávida de trigêmeas — Foto: Arquivo pessoal
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  • Juliana Alves Silva, grávida de trigêmeos, recebeu a notícia de que a filha Kaillany, 15 anos, ficou em estado vegetativo após grave acidente de carro e cirurgia com apenas 10% de chance de sobreviver.
  • Kaillany ficou 32 dias internada em estado vegetativo; após alta voltou para casa sem respostas neurológicas consistentes, momento em que a família reorganizou a rotina.
  • A mãe, já em gestação de alto risco, acompanhou tudo por videochamadas e visitas rápidas, com o apoio constante do marido, da cunhada e de um enfermeiro de referência.
  • No período de recuperação, Kaillany passou a receber alimentação por gastrostomia e, aos 62 dias, começou a comer normalmente; aos 163 dias já pulava.
  • Quase sete meses após o acidente, Kaillany conseguiu falar a primeira palavra e, no dia seguinte, cantou; a mãe descreve a trajetória como milagre vivido pela família.

Juliana Alves Silva, de São Paulo, vivia as últimas semanas da gestação de trigêmeos quando a filha Kaillany, aos 15 anos, sofreu um grave acidente de carro. A jovem teve parada cardíaca e traumatismo craniano, passando por cirurgia com apenas 10% de chance de sobrevivência.

Após 32 dias de internação, Kaillany foi encaminhada para alta sem resposta neurológica consistente, enquanto Juliana enfrentava a gestação de alto risco. Médicos alertaram para a possibilidade de estado vegetativo mesmo com a recuperação física.

O susto chegou com a ligação que confirmou o acidente. A mãe relata que, no momento do telefonema, teve uma sensação de que algo grave havia ocorrido, seguida de uma convicção de que não seria o fim.

Rotina de cuidados e recuperação

A família precisou reorganizar a vida para acompanhar a evolução da filha. Juliana não pôde permanecer no hospital durante toda a internação; videoconferências, visitas rápidas e diálogo constante com a equipe médica garantiram o acompanhamento.

O suporte ficou por conta do marido Renato, da cunhada Tamires e de Paulo, enfermeiro que atua como pai de coração. Eles se revezaram para que Kaillany nunca ficasse sozinha durante a internação e a recuperação.

Ao retornar para casa, Kaillany exigiu cuidados contínuos: alimentação via gastrostomia, hidratação e medicações sob supervisão. Ainda assim, surgiram sinais de melhora ao longo dos meses, com avanços graduais na alimentação e na mobilidade.

Mais tarde, a jovem passou a comer normalmente aos 62 dias desde a alta e, aos 163 dias, já demonstrava maior independência ao ponto de pular. A fala, antes perdida, retornou meses depois, com a primeira palavra e, no dia seguinte, um canto.

Desdobramentos familiares

O processo de recuperação envolveu toda a família. Renato mostrou-se fundamental como apoio estável, compartilhando cada etapa com Juliana, que também seguia cuidando da gestação das trigêmeas. Elena, prima e enfermeira, atuou como segunda cuidadora para Kaillany.

A mãe destaca que o período não foi apenas sobre a recuperação da filha, mas sobre a dinâmica da casa, onde a força coletiva ajudou a enfrentar a crise. O cenário atual envolve a convivência entre Kaillany, as trigêmeas e os demais familiares, com evolução contínua.

Ao longo de todo o período, a família relatou que o cuidado foi marcado por responsabilidade e fé, mantendo o foco na recuperação da adolescente e no bem-estar das trigêmeas que também chegaram ao lar.

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