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Operação investiga esquema de receptação de metais na Baixada Fluminense

Operação em São João de Meriti prende três suspeitos e apreende cabos, entorpecentes; investiga receptação de metais na Baixada e bloqueio de cerca de R$ 240 milhões

Cabos metálicos e outros materiais apreendidos durante operação contra esquema de receptação na Baixada Fluminense
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  • Ação da Polícia Civil do Rio de Janeiro ocorreu em São João de Meriti, com foco em ferros-velhos clandestinos suspeitos de receptação de metais.
  • Três pessoas foram presas em flagrante e cabos metálicos, além de entorpecentes, foram apreendidos durante a operação, integrada à Operação Caminhos do Cobre.
  • As investigações indicam que pontos de reciclagem irregulares seriam o destino final dos metais furtados, muitas vezes provenientes de redes de energia, telecomunicações e transporte ferroviário.
  • Um dos alvos já havia sido preso anteriormente pelo mesmo crime e, segundo as autoridades, continuava atuando, inclusive armazenando material em imóveis residenciais.
  • Desde setembro de 2024, foram realizadas mais de quatrocentas e trinta fiscalizações em ferros-velhos, com cerca de trezentas toneladas de metais apreendidas e bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões ligados ao grupo.

Nesta terça-feira, a Polícia Civil do Rio de Janeiro (PCERJ) realizou uma operação em São João de Meriti para combater ferros-velhos clandestinos suspeitos de receptação de metais na Baixada Fluminense. A ação buscava desarticular o esquema de circulação de materiais metálicos furtados.

A ofensiva resultou na prisão em flagrante de três pessoas e na apreensão de cabos metálicos, além de entorpecentes. A operação faz parte da atuação contra o furto e a revenda de metais na região.

A ação integra a Operação Caminhos do Cobre, que investiga a circulação ilegal de cobre e alumínio furtados de redes de energia, telecomunicações e transporte ferroviário. As investigações apontam que pontos de reciclagem irregulares funcionariam como destino final.

Avanços da investigação

Pontos de reciclagem irregulares seriam o destino final dos materiais, completando a cadeia que começa com o furto e segue para a revenda. Um dos alvos já havia sido preso anteriormente pelo mesmo tipo de crime e, segundo apuração, continuava atuando.

A apuração indica uso de imóveis residenciais para guardar o material apreendido, ampliando o alcance da atividade criminosa. Diligências seguem para identificar outros envolvidos e aprofundar a análise do material recolhido.

Desde setembro de 2024, operações nesse formato já somam mais de 430 fiscalizações em ferros-velhos no estado, com cerca de 200 prisões. Aproximadamente 300 toneladas de fios de cobre e outros metais foram apreendidas no período.

Também houve pedido de bloqueio de aproximadamente R$ 240 milhões ligados às atividades do grupo investigado, visando atingir executores, pontos de venda e financiamento do esquema. O inquérito continua em andamento.

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