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Idosos dopados por criminosos para empréstimos fraudulentos no RS

Polícia prende cinco suspeitos por dopar idosos e aplicar empréstimos fraudulentos no RS; 19 vítimas já procuraram a polícia, e número de lesados pode superar 400

Um dos idosos chegou a ser agredido após ter procurado a Polícia Civil e vários outros foram ameaçados em suas próprias casas, para que não denunciassem a associação
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  • Cinco pessoas foram presas, em Porto Alegre, suspeitas de dopar idosos para golpes financeiros.
  • Ao menos dezenove idosos já procuraram a polícia; a investigação aponta que o total de vítimas pode passar de quatrocentas.
  • Os golpes envolviam uso de nomes falsos, renegociação de dívidas, além de fotos das vítimas para abrir contas e fazer empréstimos e compras.
  • Há evidências de dopagem registradas em conversas de WhatsApp, com dívidas surgindo ou benefícios previdenciários depositados em outras contas.
  • A operação mira seis mandados de prisão preventiva e dezenove de busca e apreensão; denúncias foram registradas na Delegacia de Proteção ao Idoso, e uma vítima foi agredida após procurar a polícia, com outras sendo ameaçadas em casa.

Foi deflagrada uma operação que mira golpes envolvendo empréstimos fraudulentos e dopagem de idosos no Rio Grande do Sul. Cinco suspeitos foram presos na manhã desta quarta-feira em Porto Alegre. A Polícia Civil investiga possível participação de outras pessoas no esquema.

Até o momento, pelo menos 19 idosos procuraram a polícia, mas a estimativa oficial aponta que o número de vítimas pode superar 400. A contagem leva em conta a documentação apreendida na sede da organização criminosa, situada na Avenida Osvaldo Aranha.

Os suspeitos seriam responsáveis por estelionato e associação criminosa para estelionato. A investigação indica que, usando nomes falsos, o grupo entrava em contato com idosos para renegociação de dívidas e, ao mesmo tempo, tirava fotos das vítimas, utilizava seus documentos para abrir contas, fazer empréstimos e compras.

Como o golpe operava

Os criminosos costumavam dopar as vítimas, segundo as comunicações de mensagens entre eles. Posteriormente, as vítimas eram informadas de dívidas ou de depósitos indevidos em benefícios previdenciários, que apareciam em contas alheias. O uso de informações pessoais facilitava a abertura de novos vínculos financeiros.

Desdobramentos da operação

A Delegacia de Polícia de Proteção à Pessoa Idosa coordena as apurações. Ainda são cumpridos seis mandados de prisão preventiva e 19 de busca e apreensão. A intenção é confirmar participação de mais pessoas e coletar celulares, documentos e outros elementos para a investigação. Algumas denúncias anteriores relatam agressões a idosos que denunciaram o esquema.

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