- Dois irmãos foram presos em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, acusados de integrar a quadrilha do Minotauro, especializada em roubos a imóveis de luxo.
- Um dos irmãos fornecia armas ao grupo, enquanto o outro recebia itens de luxo roubados.
- No apartamento do segundo detido, foram encontrados bolsas, relógios, tênis de grife e uma pistola turca nove milímetros.
- A operação ocorreu após a prisão de Diego Fernandes de Souza, o “Minotauro”, em setembro de 2025, considerado o principal ladrão de residências no estado.
- Usuários adicionais da quadrilha já haviam sido presos anteriormente, inclusive em Paraisópolis, com apreensão de veículos usados nos roubos.
A Polícia Civil prendeu dois irmãos em Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, nesta quarta-feira (8). Um deles é apontado como fornecedor de armas para a quadrilha conhecida como Minotauro; o outro, como receptor de itens de luxo roubados. No imóvel, foram apreendidas bolsas, relógios, tênis de grife e uma pistola turca 9 milímetros.
A operação faz parte das investigações sobre a quadrilha especializada em roubos a imóveis de alto padrão. O grupo ficou conhecido pela atuação liderada por Diego Fernandes de Souza, o “Minotauro”, preso em setembro de 2025. A polícia informou que o fornecimento de armamentos facilitava os ataques, enquanto o segundo irmão armazenava as peças roubadas.
Armas e bens apreendidos
Segundo a polícia, um dos irmãos abastecia o grupo com armas e recebia os itens subtraídos durante os ataques. O outro foi autuado por porte ilegal de arma ao manter a pistola turca no poder. Também foram encontrados quadros e objetos de luxo, incluindo obras de Alfredo Volpi, avaliadas em milhões de reais.
O Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) detalha que a ação foi realizada pela 4ª Disccpat (Investigações sobre Roubo a Condomínio). Os trabalhos começaram após a prisão de Minotauro, líder da organização, em 2025, em Paraisópolis, onde ele mantinha um depósito de itens roubados.
Contexto e desdobramentos
Minotauro já havia sido alvo de campanhas anteriores da polícia, com prisões relacionadas ao roubo de residências nas áreas nobres de SP. A investigação aponta que, além dos crimes de roubo, o grupo envolvia formação de quadrilha e porte de arma. Em fevereiro de 2026, outros três integrantes foram detidos na mesma região, com dois deles portando armas.
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