- Sinais de alerta incluem mentalidade fechada e precisar ter sempre razão, indicando pouca abertura a feedback, arrogância e baixa inteligência emocional.
- Falta de evolução na carreira: ausência de progressão ou novas responsabilidades e ausência de certificações ou treinamentos nos últimos três anos.
- Ausência de vulnerabilidade: não mostrar aprendizados com erros ou como cresceu na carreira, dificultando a avaliação de autocrítica e melhorias.
- Incapacidade de lidar com ambiguidade: falta de exemplos de adaptação, mudança de direção ou decisões com informações incompletas.
- Falta de liderança proativa: esperar por diretrizes da liderança e usar termos que minimizam conquistas (apoiei, auxiliei), em vez de demonstrar liderança com resultados e iniciativa (liderei, dirigi, organizei, implementei).
O Google aponta sinais de alerta que podem desqualificar candidatos antes mesmo de enviar o currículo. Em entrevista à Forbes, o vice-presidente de recrutamento, Brian Ong, explica que atitudes na entrevista e no histórico profissional pesam tanto quanto as competências técnicas.
O executivo diz que comitês de contratação observam esses sinais ao longo de todo o processo seletivo. A ideia é identificar padrões que indiquem preparo, abertura a feedback e capacidade de aprender com erros. Esses elementos costumam pesar mais do que as formações isoladas.
O foco é entender como o candidato lida com mudanças e como demonstra evolução profissional. Segundo Ong, a mentalidade de baixo desempenho aparece quando há resistência a feedback, pouca curiosidade por aprendizado e pouca visão de longo prazo na carreira.
1. Precisar ter sempre razão
Candidatos com mentalidade fechada tendem a resistir a novas ideias e a feedbacks. Essa postura é vista como barreira para equipes que valorizam crescimento e aprendizado contínuo. Arrogância e baixa inteligência emocional também aparecem nesse perfil.
No currículo, a ausência de evolução profissional é outro indicativo. Falta de progressão, sem novas responsabilidades ou certificações recentes sinaliza estagnação e diminui a atratividade para vagas que demandam inovação.
A falta de vulnerabilidade aparece quando conquistas são apresentadas sem mostrar aprendizados, erros e resultados obtidos. Perguntas sobre pontos fracos ajudam a revelar autoconsciência e esforço de melhoria.
2. Incapacidade de lidar com a ambiguidade
A adaptabilidade é citada por Ong como a habilidade mais importante para o futuro. Profissionais que não demonstram capacidade de prosperar em situações incertas podem ter dificuldades em ambientes de IA e inovação.
A avaliação envolve exemplos reais de mudança de direção, transformação de processos e resultados. Currículos que apenas listam tarefas, sem evidenciar transformação, podem soar como sinais de alerta.
Perguntas que ajudam a identificar esse traço incluem como o candidato lida com instruções vagas, pensamento sistêmico e decisões com informações incompletas.
3. Esperar pela liderança em vez de ser o líder
A cultura de rápida evolução do Google favorece quem assume iniciativa. Posturas meramente reativas, que esperam diretrizes da liderança, são vistas como deficiência de autonomia.
Conforme a avaliação, quem lidera consegue ir além do cargo, influenciando decisões e promovendo iniciativas. Descrições que utilizam palavras como apoiou ou auxiliou tendem a reduzir a percepção de responsabilidade.
Para demonstrar liderança, relatos devem começar com ações claras como liderei, dirigi ou implementei, evidenciando impacto e resultados.
As orientações de recrutamento ressaltam que o tema central é a mentalidade. Como o candidato enxerga mudanças, aprendizagem e responsabilidade pode definir sua adequação ao time do Google.
Rachel Wells, colaboradora da Forbes USA, assina a reportagem original, publicada em Forbes.com.
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