- Começa nesta quinta-feira, às 11h, o julgamento no 1º Tribunal do Júri do Rio de Janeiro dos acusados pelo assassinato do contraventor Fernando de Miranda Iggnacio, ligado à disputa pelo jogo do bicho no estado.
- Iggnacio foi morto em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto no Recreio dos Bandeirantes, quando retornava de Angra dos Reis.
- A execução foi encomendada por Rogério de Andrade, que controla o jogo do bicho e máquinas caça-níquel em Bangu.
- Estão no júri os réus Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro, Marcio Araujo de Souza, Ygor da Cruz e Rogério de Andrade.
- A denúncia aponta que Marcio Araujo de Souza, responsável pela segurança de Rogério, contratou os demais para o crime; Rodrigo das Neves e Ygor da Cruz já haviam trabalhado para a Mocidade Independente de Padre Miguel, ligada a Rogério.
Nesta quinta-feira, 9, a partir das 11h, o 1º Tribunal do Júri do Rio recebe o julgamento dos acusados pelo assassinato do contraventor Fernando de Miranda Iggnacio. O crime está ligado à disputa pelo controle do jogo do bicho no estado.
Iggnacio foi morto em novembro de 2020, no estacionamento de um heliporto do Recreio dos Bandeirantes, enquanto retornava de Angra dos Reis, onde passava fins de semana. A vítima era genro de Castor de Andrade, um dos nomes históricos do jogo no Rio.
Réus e contexto
Estarão no júri Rodrigo Silva das Neves, Pedro Emanuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro e Otto Samuel D’Onofre Andrade Silva Cordeiro. O crime teria sido mandado por Rogério de Andrade, conhecido pela atuação no jogo do bicho e nas máquinas caça-níqueis em Bangu.
Conforme a denúncia, por volta das 9h do dia do crime, quatro suspeitos chegaram de carro. Três invadiram o terreno em frente ao heliporto, com pelo menos dois fuzis à disposição.
Após cerca de quatro horas, Fernando Iggnacio desceu do helicóptero e retornou ao veículo. Os acusados posicionaram armas a quatro metros do estacionamento, atingindo o contraventor com três disparos, incluindo um na cabeça.
De acordo com a denúncia, Marcio Araujo de Souza, responsável pela segurança de Rogério, foi quem contratou os demais para executar o crime, sob ordens de Rogério de Andrade.
A investigação aponta que Rodrigo das Neves e Ygor da Cruz já trabalharam como seguranças da Mocidade Independente de Padre Miguel, escola associada a Rogério de Andrade. No total, seis pessoas são denunciadas por homicídio qualificado.
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