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Bebê morre em BH; padrasto é preso por homicídio e mãe por omissão

Padrasto é autuado por homicídio qualificado e mãe por maus-tratos após bebê morrer em Belo Horizonte; inquérito aponta violência e negligência

Além da violência, as crianças também eram submetidas a condições precárias de moradia.
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  • Padrasto foi preso em flagrante por homicídio qualificado e a mãe por maus-tratos com resultado morte, após bebê morrer na UPA Oeste, em Belo Horizonte.
  • A criança chegou já sem vida à unidade de saúde; o óbito ocorreu cerca de uma hora antes do atendimento, com parada cardiorrespiratória registrada no prontuário.
  • Exames do Instituto Médico Legal indicaram trauma abdominal grave com perfuração intestinal e hemorragia interna, além de hematomas pelo corpo e sangramento no nariz.
  • Testemunhas relatam violência física e negligência recorrentes na residência, incluindo agressões ao irmão mais velho e condições precárias de moradia.
  • A investigação aponta omissão da mãe diante do comportamento violento; há indícios de uso de drogas pelo casal, e o caso segue sob análise da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

O padrasto e a mãe de um bebê morto em Belo Horizonte foram presos sob suspeita de violência extrema. O veículo de uma base da Polícia Militar levou o bebê já desacordado à UPA Oeste, onde a morte foi confirmada. A Polícia Civil aponta que o óbito foi consequência de agressões físicas.

Exames do Instituto Médico Legal apontam trauma abdominal grave com perfuração intestinal e hemorragia interna, lesões incompatíveis com engasgo. Marcas recentes de agressões foram identificadas, com indícios de ocorrências nas últimas 48 horas.

A investigação aponta histórico de maus-tratos, com depoimentos de familiares e vizinhos descrevendo agressões físicas e verbais, negligência e condições precárias de moradia. Há relatos de expulsão de uma comunidade após denúncias anteriores.

Histórico de violência e omissão

Testemunhas relatam agressões contra o irmão mais velho da vítima e episódios de negligência alimentar. O padrasto apresentava comportamento agressivo com as crianças, conforme relatos, e mantinha uso de drogas durante a gestação.

A mãe, segundo a polícia, tinha conhecimento do comportamento violento do companheiro, mas não实行 medidas de proteção aos filhos. A investigação também apura possível uso de entorpecentes pelo casal durante o período gestacional.

A Polícia Civil concluiu que a morte não foi acidental, mas resultado de violência extrema. O padrasto foi preso em flagrante por homicídio qualificado; a mãe, por maus-tratos com resultado morte. A Justiça analisará, em breve, a possibilidade de conversão das prisões em preventiva.

O caso segue em investigação, com apurações sobre eventuais maus-tratos ao outro filho do casal em procedimento distinto pela Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente.

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