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Morre Afrika Bambaataa, pioneiro do hip-hop e da cultura negra mundial

Morre Afrika Bambaataa, pioneiro do hip-hop, cujo legado cultural global ganha atenção com novas acusações de abuso sexual

September 2, 2018, New York, New York, USA: Afrika Bambaataa, a pioneer of hip-hop, died at age 67 from complications of cancer in the early hours of April 9, 2026. Archive photo from September 2, 2018, during BR Day (Brazilian music festival) held in New York City, United States. (Credit Image: © Vanessa Carvalho/ZUMA Press Wire)
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  • Afrika Bambaataa morreu aos 68 anos, na madrugada de quinta-feira, 9, em um hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, por complicações de câncer, conforme informou o site TMZ.
  • Ele é considerado um dos fundadores do hip-hop e criou a Universal Zulu Nation, que ajudou a difundir valores de paz, união e respeito entre jovens das periferias.
  • A perda provocou comoção entre artistas e produtores; a equipe do artista destacou que o legado vai além da música e que o hip-hop é uma linguagem global por causa dele.
  • No Brasil, sua influência é reconhecida, com Planet Rock citada como referência para o nascimento do funk carioca; Bambaataa já esteve no país diversas vezes, incluindo Rock in Rio 2011 e participação no Esquenta!, em 2013.
  • Especialistas destacam a importância cultural de Bambaataa, mas assinalam que, nos últimos anos, vieram à tona acusações de abuso sexual contra crianças, o que mancha seu legado.

Afrika Bambaataa, referência histórica do hip‑hop, morreu aos 68 anos na madrugada desta quinta-feira (9). Ele faleceu em um hospital da Pensilvânia, nos Estados Unidos, devido a complicações de um câncer, conforme divulgado pelo site TMZ.

O artista foi DJ, produtor e um dos pilares da cultura hip‑hop. Fundador da Universal Zulu Nation, ele ajudou a disseminar valores de paz, união e respeito entre jovens das periferias, formando uma base de referência para o movimento global.

A perda mobilizou colegas e representantes da cultura. A equipe de Bambaataa destacou a influência de sua obra na formação do hip‑hop, além do papel da Universal Zulu Nation na promoção de mensagens positivas.

A Universal Zulu Nation, criada por ele em 1973, é apontada como uma das bases estruturantes do hip‑hop, contribuindo para a disseminação de uma ética de comunidade e responsabilidade entre jovens de diversas origens.

No Brasil, a influência do artista foi reconhecida por produtores e pesquisadores. A conexão com o funk carioca, especialmente por meio de referências de Planet Rock, é citada por diferentes nomes da cena musical brasileira.

Bambaataa já havia reconhecido, em entrevistas, que via semelhanças entre sua música e ritmos brasileiros, destacando afinidades com matrizes africanas e com a produção cultural local.

Bambaataa esteve no Brasil diversas vezes, incluindo o Rock in Rio de 2011, ao lado de Paula Lima, e uma participação no programa Esquenta!, da TV Globo, em 2013.

Para figuras importantes do hip‑hop brasileiro, a partida do artista representa uma perda histórica, justamente pela contribuição à conscientização e à transformação cultural. Eles ressaltam o papel educativo da sua obra.

O jornalista Eduardo Nascimento destacou a transformação social associada à trajetória de Bambaataa, do Cais do Valongo aos avanços no Bronx, ressaltando a liderança e a construção de movimentos culturais.

O pesquisador Spensy Pimentel, autor do Livro Vermelho do Hip Hop, reforçou que a influência de Bambaataa transcende a música, passando pela filosofia e pela organização cultural. Ele associou a criação da Universal Zulu Nation a um marco inicial do movimento.

Pimentel também comentou que, embora o legado cultural seja reconhecido, surgiram nos últimos anos acusações de abuso sexual contra crianças, o que trouxe complexidade à avaliação histórica do artista.

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