- Afrika Bambaataa morreu aos 68 anos, na madrugada de quinta-feira, 9, em um hospital na Pensilvânia, nos Estados Unidos, por complicações de câncer, conforme informou o site TMZ.
- Ele é considerado um dos fundadores do hip-hop e criou a Universal Zulu Nation, que ajudou a difundir valores de paz, união e respeito entre jovens das periferias.
- A perda provocou comoção entre artistas e produtores; a equipe do artista destacou que o legado vai além da música e que o hip-hop é uma linguagem global por causa dele.
- No Brasil, sua influência é reconhecida, com Planet Rock citada como referência para o nascimento do funk carioca; Bambaataa já esteve no país diversas vezes, incluindo Rock in Rio 2011 e participação no Esquenta!, em 2013.
- Especialistas destacam a importância cultural de Bambaataa, mas assinalam que, nos últimos anos, vieram à tona acusações de abuso sexual contra crianças, o que mancha seu legado.
Afrika Bambaataa, referência histórica do hip‑hop, morreu aos 68 anos na madrugada desta quinta-feira (9). Ele faleceu em um hospital da Pensilvânia, nos Estados Unidos, devido a complicações de um câncer, conforme divulgado pelo site TMZ.
O artista foi DJ, produtor e um dos pilares da cultura hip‑hop. Fundador da Universal Zulu Nation, ele ajudou a disseminar valores de paz, união e respeito entre jovens das periferias, formando uma base de referência para o movimento global.
A perda mobilizou colegas e representantes da cultura. A equipe de Bambaataa destacou a influência de sua obra na formação do hip‑hop, além do papel da Universal Zulu Nation na promoção de mensagens positivas.
A Universal Zulu Nation, criada por ele em 1973, é apontada como uma das bases estruturantes do hip‑hop, contribuindo para a disseminação de uma ética de comunidade e responsabilidade entre jovens de diversas origens.
No Brasil, a influência do artista foi reconhecida por produtores e pesquisadores. A conexão com o funk carioca, especialmente por meio de referências de Planet Rock, é citada por diferentes nomes da cena musical brasileira.
Bambaataa já havia reconhecido, em entrevistas, que via semelhanças entre sua música e ritmos brasileiros, destacando afinidades com matrizes africanas e com a produção cultural local.
Bambaataa esteve no Brasil diversas vezes, incluindo o Rock in Rio de 2011, ao lado de Paula Lima, e uma participação no programa Esquenta!, da TV Globo, em 2013.
Para figuras importantes do hip‑hop brasileiro, a partida do artista representa uma perda histórica, justamente pela contribuição à conscientização e à transformação cultural. Eles ressaltam o papel educativo da sua obra.
O jornalista Eduardo Nascimento destacou a transformação social associada à trajetória de Bambaataa, do Cais do Valongo aos avanços no Bronx, ressaltando a liderança e a construção de movimentos culturais.
O pesquisador Spensy Pimentel, autor do Livro Vermelho do Hip Hop, reforçou que a influência de Bambaataa transcende a música, passando pela filosofia e pela organização cultural. Ele associou a criação da Universal Zulu Nation a um marco inicial do movimento.
Pimentel também comentou que, embora o legado cultural seja reconhecido, surgiram nos últimos anos acusações de abuso sexual contra crianças, o que trouxe complexidade à avaliação histórica do artista.
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