- O Galaxy S26 Ultra traz o Privacy Display, que direciona a luz do pixel para quem está na frente da tela, deixando o restante da tela bem escuro para aumentar a privacidade.
- IA em foco: Now Nudge aparece pouco, mas a automação com Gemini permite iniciar ações como pedir um Uber sem navegar manualmente, com o sistema pedindo confirmação do usuário.
- A galeria e as ferramentas gerativas são recursos adicionais de IA, mas parecem extras para a maioria dos usuários.
- Câmera recebe melhorias de hardware (sensor principal mais luminoso, lente f/1.4; teleobjetiva de 5x com abertura melhor), porém o processamento excessivo pode deixar fotos noturnas com texturas muito suavizadas.
- O aparelho continua grande, com tela de alto brilho e presença da S Pen, mas ainda não integra ímãs Qi2; o que destaca é a combinação de privacidade prática e IA voltada à ação.
O Galaxy S26 Ultra chega com foco renovado em privacidade e IA, mantendo a linha Ultra como referência da Samsung. Em apenas um mês de uso, a marca enfatiza identidade própria, tecnologia avançada e recursos práticos para o dia a dia, além de um hardware robusto e alto preço.
O recurso de privacidade destaca-se como o principal diferencial. O Privacy Display direciona a luz do pixel para a tela ficar visível apenas de frente, tornando-a quase preta para quem não está no foco. O recurso promete melhor eficiência em locais agitados e aeroportos.
A tecnologia funciona em conjunto com um painel OLED LTPO de 6,8 polegadas, resolução 1440 x 3120 e taxa variando entre 1 e 120 Hz. O brilho máximo fica próximo a 2.600 nits, com suporte a HDR10+. O conjunto é a base da promessa visual do dispositivo.
Privacy Display
O recurso reduz o ângulo de visão da tela sem comprometer a experiência geral. Em modo “proteção máxima” a imagem fica mais escura, mas permanece utilizável por longos períodos. A função pode ser aplicada apenas às notificações, facilitando a privacidade em diferentes cenários.
IAs em prática
O S26 Ultra avança em IA voltada a ações. O Now Nudge sugere ações contextuais a partir de conversas, ainda com espaço para melhorias. A automação com Gemini permite iniciar corridas de Uber ou pedidos sem abrir apps, com o usuário ainda confirmando a ação.
A Samsung afirma que o sistema prepara ações para o usuário, mantendo o controle de confirmação. O conjunto busca oferecer IA como assistente de fato, não apenas geradora de conteúdos. Ainda há funções de IA consideradas supérfluas por alguns usuários.
Câmera e desempenho
Na câmera, houve ganho de hardware: sensor principal com abertura f/1.4 e teleobjetiva de 5x, abrindo possibilidades para melhor desempenho em baixa luminosidade. Entretanto, o pós-processamento continua muito presente, o que pode suavizar texturas em fotografias noturnas.
Em vídeo, a atualização não elimina o recorte de nitidez: em ambientes com pouca luz, o processamento eleva o uso de IA, resultando imagem com aspecto plastificado. O conjunto de câmeras permanece grande e poderoso, mas a consistência fica abaixo do esperado em alguns cenários.
Conectividade e design
O S26 Ultra não inclui ímãs Qi2, obrigando o usuário a depender de acessórios para o ecossistema magnético. O corpo continua grande e elegante, com S Pen integrada. O conjunto geral reforça a proposta da Samsung: hardware de ponta com ênfase em privacidade e IA aplicada.
No balanço final, o Ultra mantém a linha tradicional: alto desempenho, preço elevado e recursos de IA voltados à ação, com inovação real na privacidade de tela. Quem acompanha benchmarks e privacidade pode encontrar valor na combinação oferecida.
*O jornalista testou uma unidade enviada pela Samsung.*
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