- O júri popular em Salvador envolve Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos, no Fórum Ruy Barbosa, com início às oito da manhã desta segunda-feira (13) e possibilidade de continuidade até terça-feira (14).
- Mãe Bernadete Pacífico Moreira, ialorixá e liderança quilombola, foi assassinada na noite de 17 de agosto de 2023 na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, alvo de vinte e cinco disparos.
- Marílio dos Santos é apontado como mandante do crime; Arielson da Conceição Santos é indicado como um dos executores. Ambos respondem por homicídio qualificado, com os agravantes de motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa e uso de arma de fogo de uso restrito; Arielson também responde por roubo.
- O julgamento havia sido adiado após pedido da nova defesa, sendo remarcado de 24 de fevereiro para abril.
- A investigação faz parte da Operação Pacífic e conta com acompanhamento do Ministério dos Direitos Humanos, que vê o julgamento como marco no enfrentamento à impunidade e na defesa de comunidades tradicionais.
O júri popular dos dois acusados pelo assassinato da ialorixá e líder quilombola Maria Bernadete Pacífico Moreira, conhecida como Mãe Bernadete, começou nesta segunda-feira em Salvador. A sessão, no Fórum Ruy Barbosa, tem início às 8h e pode prosseguir até terça-feira, caso não haja conclusão.
Segundo o Tribunal de Justiça da Bahia, Arielson da Conceição Santos e Marílio dos Santos respondem por homicídio qualificado. A sessão é presidida pela juíza Gelzi Maria Almeida Souza Matos, da 1ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Salvador. O julgamento havia sido adiado após pedido da nova defesa.
Mãe Bernadete foi morta na noite de 17 de agosto de 2023, na sede do Quilombo Pitanga dos Palmares, em Simões Filho, região metropolitana de Salvador. A residência foi invadida por homens armados, que efetuaram 25 disparos contra a líder religiosa.
Os netos da ialorixá estavam na casa no momento do ataque, mas foram retirados da sala antes dos tiros e não sofreram agressões. A denúncia do Ministério Público aponta Marílio dos Santos como mandante e chefe do tráfico na região, enquanto Arielson da Conceição Santos seria um dos executores.
O caso tramita na esteira da Operação Pacific, com atuação da Polícia Civil, do Gaeco do Ministério Público e da 7ª Promotoria de Justiça de Simões Filho. A denúncia atribui aos dois réus homicídio qualificado com motivo torpe, meio cruel, impossibilidade de defesa e uso de arma de fogo de uso restrito; Arielson também responde por roubo.
A motivação apontada envolve a oposição de Mãe Bernadete ao tráfico de drogas no território quilombola e a retirada de uma barraca usada para venda de entorpecentes. A apuração sustenta que a líder adotava posição firme contra a atuação do tráfico na comunidade.
O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania acompanha o julgamento em Salvador. Em nota, a pasta afirmou que a sessão representa marco no enfrentamento à impunidade e na garantia de justiça para defensoras e defensores de direitos humanos.
Outros três denunciados ainda devem enfrentar o Tribunal do Júri em data posterior. A CNN Brasil procura pelos representantes legais dos réus para esclarecerem posicionamentos.
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