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Multiplicação de rankings provoca debate sobre como são eleitos os melhores restaurantes

Premiações internacionais como 50 Best e Michelin usam jurados e inspeções; diferenças de critérios geram debate sobre legitimidade e alcance global

Prato do restaurante Lasai, que fica no bairro Humaitá, na zona sul do Rio de Janeiro.
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  • Premiações internacionais de restaurantes, como World’s 50 Best e Guia Michelin, geram debate por adotarem jurados e critérios diferentes.
  • O 50 Best reúne cerca de 1.200 especialistas e não divulga a identidade dos jurados; para votar, basta comprovar visita ao restaurante nos últimos 18 meses.
  • O Guia Michelin envia inspetores próprios para visitas anônimas, avaliando qualidade dos ingredientes, técnica, personalidade da cozinha e regularidade.
  • No Brasil, o Lasai aparece entre os destaques do 50 Best, com Rosa Moraes exercendo papel de liderança nacional na região; chefs podem integrar o júri.
  • Relatos de premiações destacam restaurantes de países menos conhecidos, como Lima e Cartagena, reforçando o papel da diversidade geográfica nas listas.

Entre as premiações de restaurantes mais influentes, o ranking World’s 50 Best Restaurants e o Guia Michelin geram debates sobre critérios, influência e integridade do processo de votação. Jurados visitam estabelecimentos e as regras variam entre as duas referências.

O 50 Best reúne cerca de 1.200 especialistas do setor, votando com base em visitas aos restaurantes nos últimos 18 meses. Os jurados pagam as próprias contas ou aceitam convites, e a identidade dos votantes não é divulgada. O objetivo é manter a imparcialidade, segundo a organização.

Diversas mudanças recentes marcam o cenário. Em 2025, o 50 Best lançou rankings regionais para América do Norte e vinícolas, com novo foco também em bares europeus. No Brasil, o Lasai aparece entre os destaques, ocupando posição de referência no roteiro gastronômico nacional.

Como funciona o Guia Michelin

Diferente do 50 Best, o Michelin envia inspetores anônimos para avaliar restaurantes. A qualidade dos ingredientes, a personalidade da cozinha, o domínio técnico e a regularidade pesam na decisão. As avaliações resultam em classificações que podem levar a estrelas.

Os inspetores do Michelin realizam cerca de 250 visitas anuais, registrando cada experiência em relatórios detalhados. As despesas são arcadas pelo guia, que não torna público o número de inspetores nem divulga as identidades dos avaliadores.

Contexto histórico e impactos

O guia nasceu em 1900, na França, criado pelos irmãos Edouard e André Michelin, inicialmente para indicar recursos de viagem. Com o tempo, adotou o formato de inspeções anônimas e, a partir de 1926, passou a atribuir estrelas aos restaurantes, com a escala de 1 a 3 estrelas.

As listas mantêm ranking dinâmico ao longo do tempo, revelando estabelecimentos em países com menor capilaridade gastronômica internacional. Entre os exemplos recentes estão restaurantes de Lima e Cartagena, que ocupam posições relevantes mesmo sem presença tradicional nas premiações de outros circuitos.

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