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Estudo aponta exclusão social de vendedores ambulantes africanos em São Paulo

Estudo da USP aponta que imigrantes africanos no comércio informal do Brás enfrentam exclusão social e barreiras de idioma, destacando necessidade de políticas de integração

Vendedores ambulantes no Largo da Concórdia no Brás - Foto: 2RPD2015- Wikimedia
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  • Estudo da USP (FFLCH/PPGHDL) analisa a integração de imigrantes africanos em São Paulo, com foco em vendedores ambulantes no Largo da Concórdia, Brás.
  • Foram realizadas 14 entrevistas com imigrantes africanos, a maioria originária de Senegal (maioria) e Nigéria, que atuam no comércio de rua.
  • Os relatos destacam barreiras de idioma, dificuldade de regularização e episódios de preconceito racial e xenofobia que dificultam a inserção no emprego formal.
  • O comércio informal é visto como caminho de sustento e de aproximação com compradores brasileiros, influenciando relações sociais e econômicas na cidade.
  • Entre as estratégias de integração estão o aprendizado da língua, casamentos com brasileiras e a formação de redes de apoio e associações (incluindo grupos no WhatsApp), além da necessidade de políticas públicas voltadas à educação linguística.

Em São Paulo, estudo da USP investiga como vendedores ambulantes africanos do Largo da Concórdia, no Brás, enfrentam exclusão social. A pesquisa analisa trajetórias de imigrantes que atuam no comércio informal, avaliando fatores como idioma, regularização e racismo. O trabalho é de Abobacar Mumade Ali, doutorando na FFCLH da USP, sob orientação de Paulo Daniel Elias Farah.

Ao mapear o comércio de rua, o pesquisador entrevistou 14 vendedores africanos do sexo masculino. A maioria é originária do Senegal, seguida pela Nigéria, com o Brás como área de atuação e o Largo da Concórdia como foco principal da coleta de dados. O estudo destaca a escolha pelo local pela acessibilidade e pela concentração de clientes.

Segundo a pesquisa, a regularização e a inserção formal funcionam como barreiras para muitos imigrantes. O preconceito racial e a xenofobia dificultam denúncias e ações legais, levando o comércio informal a ser visto como alternativa de sobrevivência e inserção econômica. O idioma é apontado como condição fundamental para a integração social.

Estratégias de integração e redes de apoio

A tese aponta que o casamento com brasileiras já estabelecidas aparece como caminho para a regularização em alguns casos, além de facilitar a permanência no Brasil. Associativismo e redes de apoio, inclusive por meio de grupos no WhatsApp, ajudam a criar identidade e cooperação entre os imigrantes.

O estudo ressalta ainda a importância de políticas públicas voltadas à inclusão, com prioridade para ensino de língua e acesso a oportunidades formais. A pesquisa completa contribui para entender a relação entre vendedor ambulante e consumidor brasileiro e como essa interação pode favorecer a integração social.

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