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Fila do INSS cresce e atinge quase 3 milhões de brasileiros

Fila do INSS atinge quase 3 milhões de brasileiros, com mais de 1 milhão de pedidos no Nordeste; falhas de dados reduzem atendimento e ampliam esperas por benefícios

Fila do INSS cresce e atinge quase 3 milhões de brasileiros
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  • A fila do INSS cresceu e atinge quase 3 milhões de pedidos, com maior concentração no Nordeste.
  • Região Nordeste tem mais de 1 milhão de solicitações em espera, com Bahia em 210.881 e Ceará em 209.721.
  • Em fevereiro houve recorde de pendentes (mais de 3,1 milhões); em março, a fila caiu para 2,79 milhões, mas chegam cerca de 61 mil novos pedidos por dia.
  • INSS e Dataprev atribuem o problema a falhas no sistema de dados, que reduziram em 16% a capacidade de atendimento entre dezembro de 2024 e fevereiro.
  • Casos citados mostram atrasos: José Osman, 62 anos, aguardando perícia após acidente; Maria das Graças depende de aposentadoria com atendimento previsto apenas para outubro.

O INSS informou que a fila de espera voltou a crescer, alcançando quase 3 milhões de brasileiros. A demanda por benefícios está concentrada principalmente na região Nordeste, onde o volume de pedidos em espera já passa de 1 milhão.

Entre os estados da Nordeste, Bahia soma 210.881 pedidos e Ceará 209.721, desdobramento que evidencia o peso regional do atraso. Em fevereiro, o sistema registrou recorde com mais de 3,1 milhões de processos pendentes.

Em março, o número caiu para 2,79 milhões, mas a entrada de novos pedidos manteve a pressão, com mais de 61 mil solicitações diárias. Atrasos seguem dificultando o atendimento.

Causas e impactos

O INSS, em parceria com a Dataprev, aponta falhas no sistema de dados como a principal causa. Segundo as duas instituições, a capacidade de atendimento caiu cerca de 16% entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025.

Mesmo com mutirões recentes, a fila permanece elevada, impactando quem depende de benefícios para manter renda durante a espera. O caso de José Osman, 62 anos, mostra a dificuldade: ele sofreu acidente de trabalho e pediu auxílio-doença em fevereiro, com perícia apenas dois meses depois.

Outra beneficiária, Maria das Graças, solicitante de aposentadoria, deve ser atendida apenas em outubro, diante da fila acumulada. Ela discorda do tempo de espera e afirma que o atendimento precisa melhorar.

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