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Justiça fixa regras ao SBT para uso de animais após caso de rã no Domingo Legal

Liminar determina supervisão veterinária para uso de animais pelo SBT, com multa de R$ 100 mil por animal em caso de maus-tratos

Juíza fixa regras ao SBT para uso de animais após caso de rã - Migalhas
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  • Juíza da 5ª vara Cível de Osasco determinou que o SBT só utilize animais em programas com supervisão de médico veterinário e medidas para evitar estresse e maus-tratos, sob pena de multa de R$ 100 mil por animal.
  • A decisão é liminar e busca prevenir novas situações que possam violar o bem-estar animal, fundamentada na vedação à crueldade prevista na Constituição e em leis.
  • O caso envolve o quadro Cardápio Surpresa do Domingo Legal, em 22 de março de 2026, quando uma rã foi usada como entretenimento, com denúncias de manuseio inadequado e exposição a ruídos e iluminação.
  • Entidades de proteção animal e o Ministério Público contestam a prática, argumentando violação de normas de proteção animal e interesse público.
  • A decisão estabelece diretrizes mínimas de proteção, com supervisão de veterinário, para qualquer uso de animais em quadros de entretenimento, sob risco de sanções adicionais se descumpridas.

A juíza de Direito Maria Helena Steffen Toniolo Bueno, da 5ª vara Cível de Osasco, determinou que o SBT só use animais em programas com supervisão de médico veterinário e medidas para evitar estresse e maus-tratos. A decisão, em caráter liminar, busca prevenir novas violações ao bem-estar animal.

A ação foi proposta por entidades de proteção animal, que apontaram o uso de uma rã no Domingo Legal, em 22 de março de 2026, como objeto de entretenimento. Alegam manuseio inadequado, estresse, ruído e iluminação excessiva, contrários às necessidades do animal.

O episódio ocorreu no quadro Cardápio Surpresa, durante participação de Celso Portiolli com o influenciador Lucas Guimarães e a cantora Manu Bahtidão. Segundo as entidades, a rã escapou e foi recuperada pelo apresentador, gerando ampla repercussão online.

Medidas da decisão

A magistrada considerou presentes os requisitos para a tutela de urgência e destacou a proteção aos animais como norma de eficácia plena. Foi enfatizado que não se pode relativizar a proibição de crueldade por entretenimento.

A decisão aponta risco de repetição, pois novos episódios poderiam envolver outros animais, afetando direitos difusos de difícil reparação. Determina diretrizes mínimas de proteção, supervisionadas por veterinário habilitado, para qualquer uso de animais em quadros de entretenimento.

Sanções e posicionamento

Caso haja descumprimento, a multa é de R$ 100 mil por animal submetido a maus-tratos, além de outras sanções cabíveis. O Ministério Público também pode acompanhar o cumprimento da medida, dada a relevância pública do tema.

Em nota, o SBT afirmou ter ciência da decisão e que se manifestará nos autos, reiterando o respeito às leis de proteção aos animais e aos cuidados aplicáveis aos episódios em que participam.

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