- Um engenheiro francês de 59 anos ganhou uma rifa da Christie’s em Paris, adquirindo por 100 euros uma obra de Picasso avaliada em cerca de 1 milhão de euros.
- O vencedor foi Ari Hodara, que foi sorteado entre 120 mil participantes na edição de 2013 da ação beneficente “1 Picasso por 100 euros”.
- O prêmio é a pintura Tête de Femme (Cabeça de Mulher), produzida por Pablo Picasso em 1941, em guache sobre papel.
- Ao todo, a rifa arrecadou aproximadamente 12 milhões de euros, com cerca de 1 milhão destinados à Opera Gallery e aproximadamente 11 milhões à Fondation Recherche Alzheimer.
- A iniciativa visa financiar pesquisas científicas e projetos sociais por meio da democratização simbólica do acesso à arte.
Um engenheiro francês de 59 anos entrou para um seleto grupo de colecionadores ao arrematar, por apenas 100 euros, uma obra avaliada em torno de 1 milhão de euros. O feito ocorreu na última terça-feira (14), durante uma rifa realizada na casa de leilões Christie’s, em Paris. Ari Hodara foi quem ganhou o bilhete premiado entre 120 mil participantes.
Hodara recebeu a ligação após o sorteio. Segundo ele, ficou surpreso com o prêmio e não esperava vencer. Ele se lembrou de pouca coisa sobre a rifa até o contato dos organizadores.
A rifa e o objetivo
A iniciativa, intitulada 1 Picasso por 100 euros, foi criada em 2013 para financiar pesquisas científicas e projetos sociais por meio da democratização simbólica do acesso à arte. Esta edição atingiu recorde ao vender todos os 120 mil bilhetes disponíveis.
A obra sorteada é Tête de Femme, guache sobre papel, produzida por Pablo Picasso em 1941. A peça traz traços característicos do artista espanhol, com tons de cinza, branco e creme, refletindo o contexto da Segunda Guerra Mundial.
Destinações do prêmio e impactos
Do total arrecadado, cerca de 1 milhão de euros será destinado à Opera Gallery, atual proprietária da obra. O restante, aproximadamente 11 milhões de euros, ficará com a Fondation Recherche Alzheimer, que financia estudos sobre a doença neurodegenerativa.
Mais do que uma curiosidade de sorte, o episódio evidencia o potencial de mobilização da arte quando associada a causas coletivas, transformando uma ação individual em impacto social.
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