- Tolth, Preston Henry Tolth, 26, reconheceu culpa em roubo como parte de um segundo acordo com os promotores, admitindo ter usado força para tomar a caminhonete de Ella Mae Begay, agredido-a e deixado-a à beira da estrada.
- A pena máxima prevista é de até cinco anos de prisão federal, com crédito de três anos já cumpridos; o juiz Douglas Rayes conduziu a audiência em Phoenix.
- Ella Mae Begay tinha 62 anos quando desapareceu em 2021, em Sweetwater, Arizona; o caso ganhou atenção nacional e evidenciou a violência contra povos nativos.
- O acordo também prevê a proteção de Tolth de futuras acusações de assassinato ou homicídio no âmbito do caso; avaliação do acordo deve ocorrer em maio.
- Familiares de Begay afirmam que o acordo foi fechado sem a participação deles e pretendem pedir ao juiz que rejeite o acordo para que Tolth seja levado a julgamento.
Preston Henry Tolth, de 26 anos, reconheceu uso de força para tomar uma caminhonete de Ella Mae Begay, uma_avó Navajo que desapareceu em 2021. O acordo envolve uma confissão de furto associada ao caso, em Phoenix, durante audiência nesta quinta-feira.
Tolth havia sido identificado como suspeito poucos dias após o sumiço de Begay, de 62 anos, ocorrido em Sweetwater, no Navajo Nation. Segundo o acordo, ele admitiu ter agredido Begay, deixado-a à beira da estrada e vendido a caminhonete para obter dinheiro e metanfetamina.
O juiz Douglas Rayes, da Justiça Federal, questionou Tolth sobre a validade da confissão, que já havia sido contestada anteriormente pela defesa. O magistrado deve analisar o novo acordo em maio, incluindo a proteção contra futuras acusações de homicídio ou homicídio culposo.
A família de Begay manifestou resistência ao acordo, afirmando que ele não atende às expectativas de responsabilização. A irmã da vítima, Seraphine Warren, liderou ações para promover maior cooperação entre autoridades tribais e federais.
Begay desapareceu em 2021, em Sweetwater, enquanto passava os dias visitando parentes e vendendo tapetes feitos por ela. O caso ganhou atenção nacional e reforçou o debate sobre violência contra povos indígenas.
Funcionários do Ministério Público dos EUA na prática não responderam a solicitações de commentários, e o defensor público de Tolth também não comentou até o momento. O desfecho do caso permanece sob avaliação do tribunal.
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