- Roberto Augusto Leme, o Beto Louco, foragido da Operação Carbono Oculto, ofereceu devolver R$ 1 bilhão aos cofres públicos na proposta de delação premiada.
- Segundo apurações, ele teria dívida de R$ 4 bilhões com o fisco.
- A delação corre risco de não sair do papel, pois promotores avaliam que ele quer tirar vantagem com o acordo e manter boa parte da fortuna com poucas provas.
- Beto Louco e Mohamad Hussein Mourad, conhecido como Primo, são apontados como cabeças de um esquema ilegal de exploração e venda irregular de combustíveis, com ligações à facção PCC; Primo integra o organograma do crime organizado divulgado pela Polícia Civil de São Paulo.
- Em âmbito estadual, a proposta segue em análise pelo Ministério Público; a decisão final cabe ao procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa; no federal, o acordo já foi rejeitado.
Roberto Augusto Leme, conhecido como Beto Louco, continua envolvido em investigações sobre um suposto esquema de fraudes ligado ao PCC e à venda irregular de combustíveis. A delação premiada proposta envolve a devolução de R$ 1 bilhão aos cofres públicos, segundo as apurações. Entretanto, o fisco é apontado como credor de aproximadamente R$ 4 bilhões.
A negociação está sob análise do Ministério Público Estadual. A maioria dos promotores entende que Beto Louco busca vantagens excessivas no acordo, mantendo boa parte de sua fortuna em jogo em troca de denúncias com provas ainda consideradas insuficientes. Primo, nome técnico de Mohamad Hussein Mourad, também figura como liderança do suposto esquema.
Beto Louco e Primo teriam relações com a facção PCC e são apontados como responsáveis por exploração e comercialização irregular de combustíveis. Ambos possuem prisões decretadas e estão foragidos desde agosto do ano passado. Primo já integra o organograma do crime organizado divulgado pela Polícia Civil de São Paulo.
A delação cita ainda a entrega de apenas um nome de juiz estadual envolvido no esquema. A divulgação não surpreendeu autoridades, já que o magistrado já era alvo de investigação da Procuradoria-Geral de Justiça por outros crimes.
A decisão final sobre a proposta de delação de Beto Louco e Primo caberá ao procurador-geral de Justiça, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, reconduzido ao cargo pelo governador Tarcísio de Freitas para um novo mandato de dois anos. Em âmbito federal, o acordo oferecido pelos foragidos já foi rejeitado.
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