- Pesquisa da USP, defendida na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, aponta exclusão social de imigrantes africanos que atuam como vendedores ambulantes no Brás, em São Paulo.
- Barreiras listadas incluem dificuldades de regularização, medo de denunciar abusos, desconhecimento do idioma português e racismo/xenofobia.
- A maioria entrevistada são homens jovens vindos do Senegal (43%) e da Nigéria (14%), motivados pela busca de melhores condições de vida e envio de renda aos familiares.
- Estratégias de integração incluem redes de associativismo e grupos no WhatsApp; casamento com brasileiras aparece como caminho de permanência regular no país.
- Conclusão aponta necessidade de políticas públicas inclusivas, com foco no ensino de português para facilitar o acesso ao mercado formal e reduzir o isolamento social.
O estudo de uma pesquisadora da USP aponta que vendedores ambulantes africanos no Brás enfrentam exclusão social. A pesquisa, defendida como tese na FFLCH, analisa a trajetória de imigrantes no Largo da Concórdia e mostra o papel do comércio informal como resposta a barreiras estruturais.
A majority de entrevistados são homens jovens vindos de Senegal (43%) e Nigéria (14%). O objetivo de migrar inclui melhorar as condições de vida e enviar renda aos familiares no país de origem. Chegando à cidade, porém, surgem obstáculos à legalização.
A língua portuguesa aparece entre os principais entraves para a ocupação de empregos formais, conforme o estudo. Racismo e xenofobia também são descritores recorrentes, alimentando o afastamento dos imigrantes do mercado formal.
Para enfrentar a exclusão, redes de associativismo e grupos no WhatsApp funcionam como suporte. O casamento com brasileiras é citado como estratégia para regularizar a permanência, seja por vínculo afetivo ou documental.
A interação entre vendedores africanos e consumidores brasileiros no Brás é destacada como espaço de troca de experiências e possível aceitação social. O Largo da Concórdia concentra o fluxo de compradores, facilitando o contato comunitário.
Os autores concluem que a integração plena depende de ações públicas. O estudo aponta a necessidade de políticas inclusivas, com ênfase no ensino de língua portuguesa para facilitar o acesso ao mercado formal e reduzir o isolamento social.
Entre as propostas, destacam-se medidas de capacitação, regularização migratória mais ágil e apoio a redes de apoio comunitário. A pesquisa reforça que mudanças institucionais são essenciais para melhorar a convivência econômica no Brás.
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