- A Polícia Federal deflagrou a Operação Narco Fluxo, que investiga lavagem de dinheiro e movimentação ilícita de valores, inclusive por criptoativos, no Brasil e no exterior.
- A estimativa é de que o grupo tenha movimentado cerca de R$ 1,6 bilhão em dois anos; foram cumpridos mais de 80 mandados e os suspeitos permanecem presos.
- Foram apreendidos 55 carros de luxo e motocicletas, entre eles Amarok V6, BMW X1, Porsche e uma Mercedes-Benz G63 rosa, além de uma réplica de Fórmula 1 da McLaren.
- A PF também apreendeu arma com 120 munições, 56 joias e relógios (incluindo modelos Rolex), 53 celulares e 56 dispositivos eletrônicos, além de R$ 300 mil em espécie e US$ 7,3 mil.
- Os investigados tiveram bloqueio de contas e sequestro de bens; há indícios de ligações com o Primeiro Comando da Capital e uso de “escudo de conformidade” para ocultar as movimentações.
Foi deflagrada pela Polícia Federal a Operação Narco Fluxo, que investiga uma organização criminosa responsável pela movimentação ilícita de valores, incluindo criptoativos, no Brasil e no exterior. A ação envolveu mais de 80 mandados de prisão e de busca e recolhimento, com foco em lavagem de dinheiro. A operação visa desmantelar o esquema em dois anos de apuração, que teria movimentado cerca de 1,6 bilhão de reais.
Ao todo, a PF prendeu MC Ryan SP, Poze do Rodo e Raphael Sousa Oliveira, responsável pela página Choquei. Os detidos permanecem presos após decisão da Justiça. A operação também resultou na apreensão de bens e evidências que devem embasar as investigações em andamento.
Na operação, foram recolhidos 55 veículos de luxo, entre carros e motos, avaliados em mais de 20 milhões de reais, incluindo modelos como Amarok V6, BMW X1, Porsche e uma Mercedes-Benz G63 rosa. Também houve a apreensão de uma réplica de Formula 1 da McLaren, itens de alto valor e documentos financeiros.
Foram apreendidos ainda uma arma com 120 munições, 56 joias e relógios, 53 celulares e 56 dispositivos eletrônicos, como notebooks e tablets. Em dinheiro, a PF encontrou 300 mil reais em espécie e 7,3 mil dólares. Dados ajudam a traçar o fluxo financeiro dos envolvidos.
As autoridades bloquearam contas bancárias e tiveram o sequestro de bens determinados pela Justiça. Os investigados podem responder por associação criminosa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
Itens apreendidos e desdobramentos
A PF informou que o esquema utilizava um “escudo de conformidade” para ocultar as movimentações, com artistas e influenciadores dissimulando operações. O volume financeiro ultrapassou 1,6 bilhão de reais e incluía transações com criptoativos no Brasil e no exterior.
Os investigadores apontam ainda estratégias de blindagem patrimonial, com transferências a familiares e laranjas para ocultar a origem dos recursos. Há indícios de ligações entre o grupo e o PCC, segundo a PF.
Defesas dos investigados
De acordo com as defesas, MC Ryan SP nega participação em atividades criminosas e afirma que todas as transações possuem origem comprovada. O advogado ressalta a integridade financeira do artista e o cumprimento de tributos. A defesa aguarda esclarecimentos formais do processo.
Já Raphael Sousa Oliveira sustenta que sua atuação se restringe à prestação de serviços de publicidade e marketing para a Choquei. O representante afirma que os valores recebidos referem-se a serviços legais, com atuação empresarial regular. A defesa promete apresentar os devidos esclarecimentos.
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