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Justiça condena homem a 27 anos por matar a mãe para herança no Guarujá (SP)

Tribunal do Júri condena Bruno Vieira a 27 anos de prisão em regime inicial fechado por homicídio qualificado contra a mãe no Guarujá; foragido por três anos, preso desde 2024

Bruno Eustáquio Vieira estrangulou sua mãe até a morte em razão de interesses financeiros em 2020, no Guarujá
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  • O Tribunal do Júri de São Paulo condenou Bruno Eustáquio Vieira a 27 anos de prisão em regime inicial fechado.
  • Os crimes são de homicídio mediante asfixia contra a mãe, Márcia Lanzane, e fraude processual, com motivação ligada a interesses financeiros e à herança.
  • O crime ocorreu em 2020, na casa da família no Guarujá, quando Bruno teria estrangulado a mãe e, em seguida, tentou eliminar provas, inclusive escondendo as câmeras de segurança.
  • Bruno ficou foragido por cerca de três anos e foi preso em julho de 2024, em Belo Horizonte.
  • A investigação aponta que ele pressionava a mãe por dinheiro, bens e custeio de novos cursos, além de tentar vender ou alugar o imóvel para mudar para um local de alto padrão.

O Tribunal do Júri de São Paulo condenou Bruno Eustáquio Vieira a 27 anos de prisão, em regime inicial fechado, por homicídio qualificado por asfixia e fraude processual. A vítima foi a própria mãe, Márcia Lanzane, morta em Guarujá, em 2020, em razão de interesses econômicos. Bruno também vai responder pela ocultação de provas.

Conforme a investigação, Bruno surpreendeu Márcia dentro da residência no Guarujá e a asfixiou até a morte. Ele permaneceu no local, assistiu televisão e dormiu normalmente após o crime. No dia seguinte, simulou surpresa ao encontrar a mãe sem vida e alterou a cena do crime para dificultar a apuração.

A defesa na época apontou tentativa de encobrir o homicídio, incluindo a ocultação de um equipamento de câmeras de segurança. A condenação inclui uma pena de 27 anos pelo homicídio e mais 6 meses de detenção pela fraude processual, com regime inicial fechado.

O caso envolve conflitos familiares motivados por herança. Segundo as investigações, Márcia já havia arcado com despesas da universidade e de uma motocicleta, mas Bruno cobrava ainda dinheiro, bens e o custeio de um novo curso superior. A pressão incluía a pretensão de vender ou alugar o imóvel da família.

Bruno permaneceu foragido por cerca de três anos após o crime, encontrado apenas em julho de 2024 em Belo Horizonte, Minas Gerais. A localização ocorreu com apoio de uma tia, que reconheceu a voz dele em vídeos nas redes sociais e comunicou as autoridades.

O Ministério Público e a Justiça destacaram que a motivação foi o interesse financeiro na herança. O júri considerou o crime como homicídio mediante asfixia, com dolo e contexto de violência doméstica, além da prática de fraude processual. A decisão foi anunciada após longos trâmites processuais.

A morte de Márcia Lanzane ocorreu na manhã de 22 de dezembro de 2020, na Avenida Tancredo Neves, no Guarujá. A SSP de São Paulo informou que o óbito foi constatado pelo Samu e que o DVR da câmera de segurança foi localizado oculto no forno, além de três celulares apreendidos na ocasião.

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