- Justiça condena Bruno Eustáquio Vieira a 27 anos de prisão por matar a própria mãe, Márcia Lanzane, em Guarujá (SP), em dezembro de 2020, em contexto de herança e com asfixia durante briga.
- Além do homicídio, ele pegou seis meses de detenção por fraude processual por tentar ocultar imagens do crime encontradas no forno da casa onde morava com a mãe.
- Vieira ficou três anos e meio foragido; foi preso em julho de 2024, em Belo Horizonte (MG), após as irmãs da vítima localizarem-no com ajuda de redes sociais.
- A investigação indicou que a motivação foi financeira: a mãe financiou a formação dele e chegou a comprar uma motocicleta, enquanto ele cobrava dinheiro, bens e um novo curso, pressionando pela venda ou aluguel do imóvel da família.
- O Conselho de Sentença identificou o crime como premeditado, com motivo torpe e violência doméstica, reconhecendo o dolo e o impacto psicológico na família.
Bruno Eustáquio Vieira foi condenado a 27 anos de prisão por matar a própria mãe, Márcia Lanzane, em dezembro de 2020, em Guarujá (SP). O crime teve motivação financeira, conforme o julgamento do Tribunal do Júri de Guarujá. Além da pena principal, ele recebeu seis meses de detenção por fraude processual, por ocultar imagens do homicídio.
A defesa sustenta a versão de crime passional, porém as provas indicaram premeditação. As imagens mostram uma luta que terminou com a vítima asfixiada, em contexto de violência doméstica. Vieira também foi apontado como responsável por forjar versões para afastar suspeitas.
O caso envolveu três anos e meio de fuga. Vieira ficou foragido desde junho de 2021 e foi preso apenas em julho de 2024, em Belo Horizonte (MG). As irmãs de Márcia Lanzane ajudaram a localizar o paradeiro do sobrinho, por meio de investigação paralela e de redes sociais da namorada dele.
Desdobramentos do julgamento
O promotor Rui Fellipe Nicolai Xavier Silva Buchmann sustentou a tese de crime premeditado com motivação econômica. O Conselho de Sentença reconheceu a prática mediante asfixia e agravou o contexto de violência familiar. A decisão destacou o impacto psicológico nas familiares da vítima.
Imagens de câmeras de segurança registraram a dinâmica do homicídio no bairro Sítio Cachoeirinha. Em dezembro de 2020, mãe e filho entram em luta corporal; Márcia Lanzane é contida pelo pescoço até não resistir. Em seguida, Vieira deixa o quarto e, pela manhã, registra o próprio contato com a PM informando a morte.
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