- A SP-Arte 2026, realizada em São Paulo entre 8 e 12 de abril, destacou luminárias de arandelas, pendentes e modelos de mesa, evidenciando a criatividade de designers de diferentes regiões.
- Entre os destaques estão peças como Esculturas Lori, em papel, que dialoga entre matéria e luz, e a Coleção Torre, inspirada em torres de energia e formas geométricas.
- A linha Vinco, com dobra do material em algodão natural e base de latão, explora a transição entre superfície e volume com iluminação suave; já a Luminária Pilar utiliza madeiras brasileiras reaproveitadas para composição vertical.
- Séries como Garoa, em cristal soprado, e Sobrepor, de papelão reciclado, ressaltam a tradição do material, o processo artesanal e o uso de superfícies texturizadas para refratar a luz.
- Outras propostas incluem Luminária Lunar, de aço e pedra; Arandela Oriental, com camadas têxteis; PMR reeditada para a linha Lumini; Drum em bronze com recortes; Aurora (Prosa) e a linha In.verso, em plástico reciclado, além de outras peças que ampliam a diversidade de materiais e técnicas na mostra.
A SP-Arte 2026, realizada entre 8 e 12 de abril na capital paulista, mostrou luminárias que destacam a relação entre luz, matéria e território brasileiro. Designers de várias regiões apresentaram peças que vão de arandelas a pendentes, com ênfase em técnicas artesanais e materiais reciclados. A curadoria aponta a contínua busca por inovação luminotécnica com impacto estético.
A mostra enfatiza o uso criativo da luz para transformar ambientes. Peças variam entre tradição e vanguarda, explorando formas, texturas e volumes. Em conjunto, os objetos revelam uma leitura da iluminação como elemento central do design de interiores, aliado a processos manuais e sustentabilidade.
Esculturas em papel de Adriana Yazbek
Luminárias escultóricas de papel dialogam com a matéria e a luz, mantendo presença mesmo apagadas. A artista mescla kozo translúcido e papel machê denso, com cores que intensificam a presença física das peças. A pesquisa foca em leveza, massa e luminosidade em transformação contínua.
Coleção Torre de Carol Gay para Bertolucci
A série Torre reinterpretou torres de energia como objeto de design. A designer mescla referências da natureza, formas geométricas e elementos urbanos, redefinindo grandes estruturas como peças estéticas.
Luminária de piso Vinco de Erik Bonissato
A linha Vinco transforma planos em volume por meio de dobragens manuais em algodão natural. A cúpula difunde a luz de modo suave; a base de latão completa o conjunto com acabamento artesanal.
Luminárias Kûara de Jeferson Branco
Peças feitas com rocha natural reaproveitada surgem em versão de mesa e piso. A linguagem retrofuturista junta memória e transformação, destacando o uso de resíduos da construção civil para criar peças de iluminação com referências históricas.
Pilar de Casa Costillas
Danilo Costillas assina uma linha que une iluminação e mobiliário de apoio. Madeiras brasileiras, como cedro-rosa e imbuia, ganham cúpula de tecido que difunde a luz. A proposta é versátil para salas, bibliotecas ou dormitórios.
Pendentes Garoa de Cris Bertolucci
Na série Garoa, o cristal soprado é reinterpretado com técnica Baloton. Superfícies texturizadas refratam a luz, com estruturas de latão ou alumínio que equilibram o conjunto. Disponíveis como pendente e arandela.
Elo de Bettina Heuer para Designers Group Gallery
Volumes evocam blocos recém-extraídos, com base que concentra tempo geológico e cúpula metálica que projeta a peça para além do objeto. A montagem sugere tensão entre matéria, luz e tempo.
Sobrepor de Domingos Tótora e De La Cruz
Camadas de papelão reciclado formam arandelas que traduzem tempo, processo e construção. O conjunto valoriza o gesto artesanal, explorando a relação entre matéria, tempo e textura.
Luminária Lunar de Arthur Lescher e Maneco Quinderé
A peça, em aço inox torneado e pedra esculpida, integra uma edição limitada de dez exemplares. O projeto aproxima duas linhas de pesquisa: forma escultural e tensão espacial com uso consciente da luz.
Arandela Oriental de Bruno de Carvalho para a Itens
Peça inspirada na estética japonesa, com haste de latão atravessando camadas de algodão cru. Tecidos de diferentes densidades filtram a luz de forma gradual, resultando iluminação suave e homogênea.
Luminárias de teto de Dualde Cornelsen
Cilindros cerâmicos de diâmetros variados formam estruturas que vão desde mesa até instalações de teto. A luz atravessa a cerâmica, criando efeitos difusos com paleta de tons terrosos.
Drum de Lucas Recchia
A peça usa recortes no bronze para criar cheios e vazios que projetam a luz. A geometria sugere que a iluminação é parte da composição, não apenas a fonte, expandindo a presença do objeto no espaço.
PMR de Paulo Mendes da Rocha, reeditada pelo metro Arquitetos
A luminária parte de uma chapa metálica dobrada para abrigar e revelar a fonte de luz. A peça evidencia ação construtiva como parte da iluminação, com presença contida e precisão arquitetônica.
Aurora de Prosa
Pranchas de madeira esculpidas à mão definem um piso luminoso. A iluminação varia conforme o ângulo, gerando feixes indiretos que projetam na parede diferentes efeitos.
Arandela Placa Açafrão de Suite
A linha In.verso ressignifica o plástico, transformando descarte em peças de produção limitada. O projeto propõe consumo consciente e evidencia o potencial estético do material reciclado.
Madre de Superlimão e Vaique
A coleção, criada com plástico reciclado de resíduos têxteis, utiliza técnicas como cestaria e tecelagem. As peças elevam o plástico a nova condição de matéria-prima de valor, com foco em sustentabilidade.
Série Densa de Mel Kawahara
A designer trabalha o Tyvek para luminárias, explorando o material de forma mais orgânica. A prática anterior de dobragens rígidas é substituída por uma sensibilidade que valoriza o comportamento natural do material.
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