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PM que matou mulher na zona leste de SP encerra estágio e vira soldado

Nomeação de Yasmin Cursino Ferreira como soldado da Polícia Militar é publicada; ela permanece afastada e o caso é apurado pela Corregedoria da PM e pelo DHPP

Policial armado está parado em frente a uma porta de grade vermelha numerada como 77, em uma rua à noite. Veículo da polícia está estacionado próximo, com parte da palavra 'POLÍCIA' visível na lataria.
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  • A policial Yasmin Cursino Ferreira, 21, foi nomeada soldado da Polícia Militar de São Paulo após o estágio probatório; publicação ocorreu no Diário Oficial na sexta-feira, 17 de abril.
  • O caso envolve a morte de Thawanna da Silva Salmázio, 31, na zona leste de São Paulo, ocorrida em 3 de abril, após colisão entre viatura e veículo que gerou uma discussão e resultou no disparo.
  • Ferreira e o colega Weden Soares, 26, estão afastados das ruas; a investigação é conduzida pela Corregedoria da Polícia Militar e pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
  • A policial sustenta que atirou porque a vítima teria lhe dado um tapa no rosto; testemunhas e imagens de câmera corporal divergem da versão.
  • A Secretaria da Segurança Pública informou que a nomeação está alinhada com a Lei nº 18.442, que unificou as graduações de soldado na corporação.

A soldado Yasmin Cursino Ferreira, 21, foi nomeada soldado da Polícia Militar de São Paulo, duas semanas após o tiroteio que resultou na morte de Thawanna da Silva Salmázio, 31. A nomeação foi publicada no Diário Oficial desta sexta-feira, 17 de abril, após o estágio probatório.

Ferreira e o colega Weden Soares, 26, estão afastados das ruas enquanto a investigação avança. O caso ocorreu em 3 de abril, na zona leste de São Paulo, e é investigado pela Corregedoria da PM e pelo DHPP da Polícia Civil.

A vítima, Thawanna, era ajudante-geral e mãe de cinco filhos. Ela seguia com o noivo, Luciano Gonçalves dos Santos, 36, quando a viatura teria esbarrado nele, iniciando a confusão que terminou em tiro. Testemunhas contestam a versão policial.

Segundo as informações oficiais, Ferreira alegou ter atirado após suposto tapa recebido pela vítima. O relato não é corroborado por imagens de câmeras corporais e de segurança, que indicam desacordo entre policiais e moradores antes do disparo.

Relatos de moradores e da família sugerem que a situação envolveu agressão e ofensas, com a frase do soldado Soares antes do incidente, que teria agravado o confronto. A gravação aponta troca de acusações entre o casal e os agentes.

A vítima caiu após o disparo e permaneceu no local por cerca de 45 minutos até a chegada de atendimento médico. Thawanna não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Não houve confirmação de intervenção de terceiros no episódio.

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