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População do Brasil cresce lentamente e envelhece, aponta estudo

IBGE aponta envelhecimento da população brasileira e crescimento lento; domicílios unipessoais sobem para 19,7%

População no Brasil cresce em ritmo menor e está envelhecendo
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  • A PNAD contínua 2025 aponta população residente de 212,7 milhões, com crescimento de 0,39% frente a 2024, e maior envelhecimento, com queda de jovens e aumento de pessoas de 40 anos ou mais.
  • Faixa etária mostra redução de quem tem até 39 anos e crescimento de 40 a 49 anos (de 13% para 15%), 50 a 59 anos (de 10% para 11,8%) e 60 anos ou mais (de 11,3% para 16,6%).
  • Cresce quem vive sozinho: domicílios unipessoais chegam a 19,7% em 2025, enquanto o arranjo nuclear permanece dominante em 65,6%.
  • Declaração de cor/raça muda: brancos passam de 46,4% para 42,6%; pretos sobem de 7,4% para 10,4%; Norte tem maior crescimento de pretos; Sul tem mais pessoas de cor/parda e queda de brancos.
  • Infraestrutura: 86,1% dos domicílios têm água pela rede geral (urbanos 93,1%, rurais 31,7%), Norte tem 60,9% de acesso, saneamento atinge 71,4% (Norte 30,6%), coleta direta de lixo em 86,9% e quase todos os domicílios têm energia elétrica; 49,1% possuem carro.

A população brasileira continua envelhecendo, com crescimento demográfico abaixo de 0,6% ao ano. A PNAd 2025, divulgada pelo IBGE, aponta 212,7 milhões de pessoas residentes no país, em 2025, frente a 2024. Mulheres representam 51,2% e homens 48,8%.

O crescimento populacional mobiliza mudanças na pirâmide etária. A faixa abaixo de 40 caiu 6,1% desde 2012, enquanto 40 a 49 subiu de 13% para 15%, 50 a 59 de 10% para 11,8% e 60+ de 11,3% para 16,6%.

A distribuição regional permanece desigual. Norte e Nordeste concentram mais jovens, com 22,6% e 19,1% da população até 13 anos, enquanto Sudeste e Sul concentram mais idosos, 18,1% acima de 60 anos.

A composição racial também evolui. Brancos caíram de 46,4% em 2012 para 42,6% em 2025; pretos subiram de 7,4% para 10,4%. Norte registrou maior ganho de pretos, de 8,7% para 12,9%. Sul viu alta de pardos, de 16,7% para 22%.

Morar sozinho

Também houve aumento de domicílios unipessoais, que passaram a representar 19,7% em 2025, ante 12,2% em 2012. O arranjo nuclear, com pelo menos um casal ou família, continua predominante em 65,6%, mas caiu frente a 2012 (68,4%).

Entre os homens isolados, 56,6% têm entre 30 e 59 anos; entre as mulheres, 56,5% estão com 60 anos ou mais. A ocupação habitacional mostra avanço dos imóveis alugados, para 23,8% (alta de 5,4 pontos desde 2016). Já imóveis quitados caíram para 60,2%.

A fatia de moradias que são casas é de 82,7%, enquanto apartamentos somam 17,1%. Dados mostram também variações por faixa etária e gênero entre quem vive sozinho.

Infraestrutura

A PNAd 2025 aponta avanços de infraestrutura, mas com desigualdades regionais persistentes. Água de rede está em 86,1% dos domicílios, 93,1% nas áreas urbanas e 31,7% nas rurais. Região Norte tem o menor acesso, em 60,9%, com 22,8% de domicílios dependendo de poços.

No saneamento, 71,4% recebem rede geral ou fossa ligada; no Norte, esse índice cai a 30,6% e Nordeste registra 39,3%. O Sudeste tem 90,7% de acesso entre rede e fossa ligada.

Coleta de lixo por serviço de limpeza ocorre em 86,9% dos domicílios, com Norte e Nordeste apresentando 79,3% e maior uso de descarte de resíduos nas propriedades (14,5% e 13%).

Energia elétrica está próxima da universalização, com apenas 2,7% dos domicílios rurais sem ligação, frente a 0,5% nas áreas urbanas. Região Norte rural registra 15,1% sem acesso à rede.

Acesso a bens duráveis aumenta. Em 2025, 98,4% possuem geladeira e 72,1% máquina de lavar. Em 2016, os índices eram 98,1% e 63%, respectivamente. A penetração de carro chega a 49,1%, e de motocicletas, 26,2%.

Observa-se ainda evolução no mix de moradias, com maior participação de imóveis com carro próprio na residência e expansão de itens de infraestrutura, refletindo mudanças demográficas, econômicas e regionais.

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