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BR-381, rodovia da morte, acidente que matou equipe da Band Minas

Início das obras de duplicação da BR-381 reacende debate sobre segurança da via, após acidente que tirou a vida da equipe da Band Minas

Alice Ribeiro, repórter da Band Minas, teve morte cerebral confirmada
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  • A BR-381, associada ao episódio de morte da repórter Alice Ribeiro e do cinegrafista Rodrigo Lapa, é conhecida como “rodovia da morte por registrar curvas acentuadas, pista simples e alto tráfego de caminhões.
  • Em ele acidente recente aconteceu por volta de 12h45 no km 441, envolvendo um carro de reportagem e uma carreta; a motorista da Band Minas morreu na noite seguinte, após ser atendida com gravidade.
  • As obras de duplicação do trecho Caeté–Ravena começaram em 15 de abril, com investimento superior a R$ 405 milhões e conclusão prevista para 2028; o projeto inclui viadutos, passarelas e melhorias no traçado.
  • Em 2025 houve 369 acidentes com vítimas na BR-381 (15 fatais) e, até fevereiro de 2026, foram 95 ocorrências com 7 mortes, ritmo considerado crítico por especialistas.
  • DNIT e a concessionária Nova 381 afirmam que a duplicação reduzirá acidentes graves, com foco na separação de sentidos e na melhoria da geometria, além de alertar motoristas sobre revisão veicular e respeito aos limites de velocidade.

A BR-381, palco do acidente que tirou a vida da equipe da Band Minas, volta a pauta com foco na segurança e no tempo de duplicação. O trecho entre Caeté e Ravena, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, ficou sob atuação de obras desde o início desta semana.

O grave choque envolveu a equipe de reportagem da Band Minas, que estava em um carro da emissora. Eles se chocaram frontalmente com uma carreta por volta de 12h45 do dia do acidente, no km 441, próximo ao Posto Fumaça, no sentido Belo Horizonte. O cinegrafista Rodrigo Lapa, de 49 anos, morreu no local; a repórter Alice Ribeiro ficou gravemente ferida e faleceu à noite, após transferência para a capital.

A rodovia é uma das principais do país, com cerca de 1.180 quilômetros ligando o Espírito Santo a São Paulo. Em 2025 foram registrados 369 acidentes com vítimas; em 2026, até fevereiro, foram 95 ocorrências com sete mortes. O traçado tem pista simples, curvas acentuadas e tráfego intenso de caminhões, cenário que especialistas caracterizam como crítico.

Sobre as obras e impactos

As obras de duplicação começaram no dia 15 de abril. O trecho considerado mais crítico fica entre Caeté e Ravena, com previsão de investimento superior a 405 milhões de reais e conclusão estimada para 2028. A intervenção inclui viadutos, passarelas, áreas de escape e melhorias no traçado.

O debate sobre segurança na BR-381 se intensificou diante da demora histórica para avançar com as obras. Técnicos afirmam que a duplicação pode reduzir entre 30% e 60% os acidentes fatais, desde que haja fiscalização, controle de velocidade e educação no trânsito.

O que dizem as partes envolvidas

A Nova 381, concessionária que atua no trecho Caeté–Governador Valadares, afirmou não haver atraso no cronograma sob sua responsabilidade e apontou operação de tráfego 24 horas, atendimento aos usuários e manutenção constante da rodovia. O DNIT, por sua vez, informou datas de início dos lotes 8A (4/11/2024) e 8B (16/06/2025) e reiterou a importância da duplicação para reduzir batidas graves, destacando ainda a necessidade de revisão de veículo antes de viagens.

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