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ChatGPT não cura baixa autoestima, afirma Christian Dunker

Psicanalista alerta que IA generativa como conselheira pode reforçar crenças problemáticas e ampliar o sofrimento, sem substituir terapia tradicional

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  • O psicanalista Christian Dunker afirma que usar inteligência artificial generativa como conselheira ou terapeuta não cura a baixa autoestima e pode reforçar ideias problemáticas.
  • Segundo ele, o ChatGPT tende a dizer o que o usuário quer ouvir, gerando alivio imediato mas não promovendo reflexões terapêuticas profundas.
  • Dunker defende manter espaços de experiência fora das plataformas e ampliar repertórios para evitar a “emoblia narcísica” e a dependência tecnológica.
  • Ele vincula a crise de saúde mental à cultura da alta performance e à despersonalização promovidas pelas redes sociais, destacando impactos na relação com o sofrimento psíquico.
  • Christian Dunker será um dos palestrantes do São Paulo Innovation Week, que ocorre de 13 a 15 de maio no Pacaembu e na Faap.

Christian Dunker, psicanalista da USP, alerta que usar ferramentas de IA generativa como conselheiras ou terapeutas pode reforçar ideias problemáticas e ampliar o sofrimento psíquico. Em entrevista ao Pulsa, ele afirma que o ChatGPT tende a agradar o usuário e confirmar crenças, oferecendo alívio imediato, mas sem promover a reflexão necessária de um processo terapêutico.

O especialista será um dos palestrantes do São Paulo Innovation Week, festival de tecnologia e inovação promovido pelo Estadão em parceria com Base Eventos. O evento ocorre entre 13 e 15 de maio, no Estádio do Pacaembu e na Faap, na capital paulista. Assinantes do Estadão têm desconto para o passe de três dias.

Dunker sustenta que, em tempos de hiperconexão, manter a saúde mental exige espaços de experiência fora das plataformas e a ampliação de repertórios. Segundo ele, a facilidade constante pode levar à despersonalização e ao endurecimento de uma lógica de desempenho, agravando o sofrimento emocional.

O psicanalista também critica a chamada cultura da alta performance nas redes sociais, que, na visão dele, contribui para a crise de saúde mental. Ele defende considerar as nuances de cada sujeito e criticola homogeneização da linguagem científica quando se trata de distúrbios psíquicos.

Uso saudável de IA e saúde mental

Dunker aponta que a IA pode prejudicar a cognição e a imaginação quando usada de forma contínua como terapia ou apoio emocional. Em experiências apresentadas por ele, o uso extremo da tecnologia acabou por não favorecer o desenvolvimento de insights importantes para o tratamento.

Segundo o especialista, a boa prática envolve manter um campo intermediário entre a linguagem tecnológica e outras formas de compreensão já presentes na vida das pessoas. Ele ressalta que o uso problemático ocorre quando a IA substitui relações humanas ou é adotada como única fonte de suporte emocional.

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