- Horácio Carlos foi condenado a mais de trêscentos anos de prisão por participação direta na maior chacina do Distrito Federal, com a sentença lida no Fórum de Planaltina, no sábado, 18 de abril.
- O réu responderá em regime inicial fechado por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, extorsão mediante sequestro, sequestro e cárcere privado, corrupção de menores, entre outros crimes, totalizando a condenação por várias qualificadoras.
- O caso ocorreu entre dezembro de dois mil e vinte e dois e janeiro de dois mil e vinte e três, resultando na morte de dez pessoas de uma mesma família, em disputa por uma chácara em Itapoã, avaliada em cerca de dois milhões de reais.
- O grupo atraiu as vítimas, manteve algumas em cativeiro em Planaltina e as executou, usando meios cruéis e ocultando os corpos para dificultar as investigações.
- As vítimas foram mortas em circunstâncias de violência extrema; os corpos foram encontrados em locais distintos, como Cristalina (goiás), Planaltina (distrito federal) e Unaí (minas gerais).
Horácio Carlos foi condenado a mais de 300 anos de prisão pela participação direta na maior chacina já registrada no Distrito Federal. A sentença foi lida na noite de sábado (18/4) no Fórum de Planaltina, após cinco dias de julgamento.
Ele responderá, em regime inicial fechado, por homicídio qualificado, por meio cruel, uso de recurso que dificultou a defesa, intenção de impedir a investigação de outro crime e por envolver menor de 14 anos. A condenação inclui ainda ocultação de cadáver, corrupção de menores, sequestro, extorsão mediante sequestro, constrangimento ilegal com uso de arma, associação criminosa, roubo e fraude processual.
Horácio teve participação ativa em diversas etapas do crime, desde a rendição das primeiras vítimas até a execução e ocultação dos corpos, atuando de forma coordenada com os demais envolvidos ao longo de semanas.
O caso
O massacre ocorreu entre dezembro de 2022 e janeiro de 2023, resultando na morte de 10 pessoas de uma mesma família. A motivação foi uma disputa por uma chácara em Itapoã, estimada em cerca de 2 milhões de reais.
As investigações apontam planejamento e coordenação por parte do grupo ao longo de três semanas. As vítimas foram atraídas em etapas e mantidas em cativeiro em Planaltina, onde foram extorquidas antes de serem mortas.
Para ocultar os crimes, os criminosos usaram os celulares das vítimas para simular viagens, enviando mensagens a parentes e amigos.
Os corpos aparecem em locais diferentes: quatro carbonizados em uma via perto de Cristalina, GO; dois em uma manilha de esgoto em Planaltina; e os demais em uma área rural de Unaí, MG.
Entre os acusados, além de Horácio, estão Gideon Batista de Menezes, Carlom dos Santos Nogueira, Fabrício Silva Canhedo e Carlos Henrique Alves da Silva.
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