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Mãe de vítima de chacina afirma que precisa viver para ver o desfecho

Mãe de uma das vítimas, Antônia Lopes de Oliveira, 92, acompanha o veredito no Tribunal do Júri de Planaltina e cobra justiça e verdade

Sentada em frente ao Tribunal do Júri de Planaltina, Antônia Lopes de Oliveira, de 92 anos, acompanha o desfecho do julgamento. - (crédito: Letícia Mouhamad / CB PRESS)
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  • Antônia Lopes de Oliveira, 92 anos, mãe de Marco Antônio e avó/bisavó das vítimas, acompanha o veredicto no Tribunal do Júri de Planaltina.
  • A chacina ocorreu em janeiro de 2023 e é considerada a maior do Centro-Oeste, atingindo vários membros da mesma família.
  • Ela quase foi a 11ª vítima, estava em viagem a Pernambuco; afirma que Deus tem um plano para cada um.
  • A leitura da sentença está prevista para a noite de 18 de abril; ela afirma que busca justiça e que a punição não resolve tudo.
  • A dona Antônia mantém fé, oração e força para enfrentar o luto de seis dos seus sete filhos, após perder netos e bisnetos na tragédia.

Sentada diante do Tribunal do Júri de Planaltina, Antônia Lopes de Oliveira, 92 anos, acompanha o desfecho da maior chacina já registrada no Distrito Federal. Ela é mãe de Marco Antônio Lopes de Oliveira, avó de Gabriela, Thiago e Ana Beatriz, e bisavó de Gabriel, Rafael e Rafaela, todos vítimas do ataque ocorrido em janeiro de 2023.

Moradora do Gama, Antônia acompanhou as sessões da última semana e afirmou que seguirá firme até o veredicto, mantendo a fé como base para enfrentar a dor. Ela já enterrou seis dos seus sete filhos e destacou que a presença no júri é uma forma de defender a memória das vítimas e buscar a verdade.

A idosa relembra a barbaridade do crime, descrevendo segredos e detalhes que ouviu no plenário. Ela ficou chocada com as circunstâncias e disse que quase foi uma das vítimas naquela época, quando estava viajando para Pernambuco, cidade natal. A família recebeu ligações, mas não conseguiu contato, segundo o relato da mãe.

Busca por justiça e o que envolve o caso

Para Antônia, a resposta não deve se limitar à punição; ela defende que os réus reconheçam a gravidade do que fizeram e reparem, na medida do possível, o dano causado às crianças. A ela restam forças pela fé, pelos afazeres diários e pela esperança de ver os responsáveis responsabilizados.

A leitura da sentença está prevista para a noite deste sábado, 18 de abril. Enquanto isso, Antônia se mantém firme, com o terço sempre presente, e diz que o objetivo é chegar ao desfecho com dignidade e respeito às vítimas. Ela encara o julgamento como parte de um processo longo que busca justiça para a família.

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