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Muro gigante em MG bloqueia visão de prédio vizinho e viraliza nas redes

Muro de treze metros em Passos (MG) bloqueia janelas de prédio vizinho desde 2001, viraliza e sustenta debate sobre privacidade e valor dos imóveis

Muro que viralizou por bloquear janelas de prédio em MG foi construído há 25 anos
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  • Morador de Passos, no Sul de Minas, ergueu um muro de 13 metros de altura no quintal, bloqueando as janelas do prédio vizinho; a obra foi feita em 2001.
  • A foto da obra viralizou recentemente nas redes sociais, com quase 4 milhões de visualizações em uma publicação no X.
  • O paredão cobre a visão de pelo menos três andares do edifício e ganhou curiosos na região após o post viral.
  • A prefeitura informou que o muro é regular e que não há altura máxima prevista na legislação municipal; o arquiteto disse que o Plano Diretor pode permitir impactos na vizinhança.
  • A construtora não foi identificada; antes, houve negociações para soluções arquitetônicas alternativas, sem acordo.

O muro de 13 metros de altura erguido no quintal de uma casa em Passos, Sul de Minas, ganhou destaque nas redes após a foto da obra viralizar. A construção, iniciada em 2001 logo após a conclusão do edifício vizinho, bloqueia total ou parcialmente a visão de janelas de pelo menos três andares.

Segundo moradores ouvidos pelo g1, a foto chamou a atenção de internautas e gerou uma onda de curiosidade na região. A publicação no X (antigo Twitter) na última quinta-feira atingiu quase 4 milhões de visualizações, impulsionando a circulação de vídeos sobre o tema.

O que aconteceu envolve a privacidade de um morador ao usar o terreno ao lado para erguer o paredão. O prédio ao lado já existia quando a casa foi adquirida há 25 anos, e a obra permaneceu sem alterações relevantes desde então. Em redes, houve apoio ao proprietário e também críticas sobre o impacto na iluminação e no mercado imobiliário.

Quem está envolvido não teve identificação pública de construtora ou responsável pela obra. A prefeitura de Passos informou que o muro é regular e que não há uma altura máxima prevista para esse tipo de construção no município. O arquiteto ouvido pelo g1 sinalizou que o Plano Diretor permite estruturas que, por vezes, geram impactos na vizinhança.

Justificativas apresentadas ao longo das negociações anteriores incluíram propostas de soluções arquitetônicas, como um brise metálico para janelas e áreas externas. Houve ainda tentativas de aquisição de imóveis, mas não houve acordo entre as partes envolvidas.

Mais sobre o tema aponta que casos semelhantes costumam envolver debates na comunidade e podem influenciar a luminosidade dos apartamentos, além de gerar avaliações diferentes sobre valorização de imóveis. Em anúncios, uma unidade do edifício chegou a ser ofertada por cerca de 1,3 milhão de reais.

O g1 não conseguiu identificar a empresa responsável pela construção. Moradores preferiram não se pronunciar publicamente, mas relatos indicam que a convivência na rua ficou marcada pela presença constante de curiosos para observar o paredão.

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