- O aumento do valor do ouro intensifica a pressão sobre a Amazônia, ampliando garimpo ilegal, violência e redes criminais ligadas ao metal.
- No Xingu, avança o projeto Volta Grande da Belo Sun Mining, com mina a céu aberto, uso de cianeto e barragem de rejeitos, gerando risco de danos irreversíveis ao rio.
- Em Normandia, em Roraima, operações identificaram piscinas com cianeto usadas no processamento de ouro, sinalizando impacto transfronteiriço sobre rios, solos e povos tradicionais.
- Na terra Yanomami, a alta do ouro sustenta o garimpo ilegal, contamina rios com mercúrio e financia redes criminosas dentro e fora da região.
- A Polícia Federal já destruiu centenas de balsas e dragas em garimpo ilegal no rio Madeira, demonstrando ação contra a atividade clandestina.
O acelerado retorno da valorização do ouro impulsiona a exploração na Amazônia, intensificando deslocamentos de água, desmatamento e conflitos. A pressão vem de mercados, investidores e da indústria extrativa, com impactos diretos em comunidades tradicionais e no meio ambiente.
Na região do Xingu, o projeto Volta Grande, da Belo Sun Mining, é visto como a maior mina a céu aberto já cogitada no Brasil. Há uso de cianeto, cavações expandidas e possível barragem de rejeitos, com riscos de contaminação de rios e impactos sobre a biodiversidade local.
Na fronteira com a Guiana e em Terras Indígenas, operações apontam garimpo ilegal com uso de cianeto e mercúrio. Piscinas de processamento foram encontradas em Normandia, enquanto outras áreas relatam balsas e dragas destrutivas no rio Madeira e no território Yanomami.
Volta Grande e riscos ambientais
O projeto avança sobre a Volta Grande do Xingu, já marcada por redução de vazão e alterações ecológicas. Especialistas argumentam que, se chamado a pleno, poderá agravar insegurança alimentar e descontinuidade de serviços ecológicos essenciais.
Garimpo ilegal e fiscalização
A atuação de órgãos públicos resultou na destruição de balsas e equipamentos usados no garimpo ilegal em rios da região, incluindo ações de proteção a povos originários. As investigações ressaltam a dimensão transfronteiriça do problema e a necessidade de controles.
Essa situação evidencia o entrelaçamento entre mercado de ouro, violência ambiental e redes criminosas. O debate envolve proteção de rios, direitos territoriais e responsabilidade de governos e empresas na gestão de recursos naturais.
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